quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

IMAGENS - Cartaz: "O GORDO E O MAGRO"

Sem dúvida, a mais engraçada e famosa dupla cômica do cinema americano (e, portanto, mundial). Ela começou no cinema mudo e manteve o sucesso mesmo quando o som chegou aos filmes. Por incrível que pareça, isso foi uma exceção, pois muitos artistas não se deram bem com a chegada do cinema sonoro e desapareceram.


Os dois caprichando na pose



Olha só a cara do "coitado" do magro.Não é de dar pena?



Oliver Hardy (o Gordo) e Stan Laurel (o Magro) fizeram mais de uma centena de filmes, juntos,  no período de 1926 a 1950 (que assistíamos nos anos 50/60).



 1943



Anos 40



1937



Faziam tipos até hoje lembrados:   O Gordo (com seu bigodinho e rosto redondo) sempre ralhando com o Magro (de rosto comprido e ar "choroso") que fazia o "submisso", e era o mais engraçado dos dois.

Muito tempo depois da dupla ter parado de atuar, os estúdios de Hollywood continuaram faturando com seus filmes (como podemos ver pelo cartaz abaixo).


1966



Hardy faleceu em 1957 (com 65 anos) e Laurel em 1965 (com 75 anos).

Nada como encerrar a leitura desta matéria vendo os dois em plena ação. Clique na telinha abaixo:





Veja mais estes filmes (Clicar nos títulos): "O Besouro Verde"   /   "Bonequinha de Luxo"

AVISOS - MURAL DE LEMBRETES

* Próxima atualização: 15.01.2011.

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* VEJA TODO O ACERVO ACUMULADO (CENTENAS DE MATÉRIAS). NA COLUNA AO LADO.

* Divulgue este blog aos parentes e conhecidos "mais vividos". RECORDAR é bom!  Estimula a memória!

VITROLA ANTIGA - "House Of The Rising Sun" ("A Casa do Sol Nascente")

Sucesso de 1965, com o conjunto The Animals. Na mesma época  uma versão brasileira frequentou as paradas, nas vozes dos Agnaldos Timóteo e Rayol. Mas era com uma letra açucarada que nada tinha a ver com o tema original, um pouco dramático, como pode-se ver neste trechinho traduzido:

Há uma casa em nova Orleans.
Eles a chamam de Casa do Sol Nascente.
E ela tem sido a ruína de muitos garotos pobres,
E, Deus, eu sei ... Sou um deles"

Clique na telinha abaixo para ouví-la. Essa turma (The Animals) a tornou sucesso mundial:




Clique nos títulos para ouvir, também, esses outros sucessos antigos:

Coração de Luto (Teixeirinha)   /   Que Será, Será (Doris Day)   /   Meu Velho (Altemar Dutra)

IMAGENS - Carro: "Cadillac Eldorado Biarritz"

O Eldorado Biarritz conseguiu ser um pouco mais extravagante que os demais modelos dos anos 50. Os abaixo são de 1959. Vale a pena admirar!














Mais carrões aqui, aqui  e aqui.

FATOS - Cinema Brasileiro

Filmes lançados em 1955:,

-"Carnaval em Lá Maior" = Drama com: Walter D'Avila, Sandra Amaral e Randal Juliano

-"Leonora dos Sete Mares" = Drama com: Suzana Freyre, Arturo de Cordova e Rodolfo Mayer

-"Mar Sem Fim" = Drama com: Graça Mello, Gaetano Gherardi e Lídia Vani

-"O Diamante" = Aventura com: Gilberto Martinho, Terezinha Amayo e Sadi Cabral

IMAGENS - Disco: "CASCATINHA & INHANA"

Francisco e Ana Eufrosina nasceram no interior de São Paulo (Araraquara e Araras). Desde cedo cada um já demonstrava inclinação para a música. Quis o destino que os dois jovens se encontrassem e se apaixonassem. Já casados, formaram uma dupla caipira (antes, por pouco tempo, participaram de um trio) com o nome de Cascatinha e Inhana e passaram a se apresentar em circo. Isso tudo no início dos anos 40.

1958


Em 1948 resolveram tentar a sorte na capital paulista. Logo entraram no elenco de importantes emissoras de rádio. A dupla atravessou os anos 50 se apresentando em rádio e circo e gravando disco. Fez enorme sucesso em todo o país.

anos 50

Era carinhosamente chamada de "Os Sabiás do Sertão", pela qualidade da voz do casal.
Essa dupla ficou na história da nossa música sertaneja. Faturou diversos troféus e discos de ouro.
Inhana faleceu em 1981 e Cascatinha em 1996.


anos 50



Do seu imenso repertório destacamos alguns sucessos, até hoje lembrados, dos anos 50 (década de ouro da dupla): Meu Primeiro Amor - Índia -  Mulher Rendeira - Recordações de Ypacaraí - Flor de Ipê - Casinha Pequenina - Colcha de Retalhos - Serra da Boa Esperança.


1967



Clique na telinha abaixo para ouvir "ÍNDIA", eterno sucesso de 1952 (até hoje "cantada" nas festinhas com karaokê.







Ouça também "O Pequeno Burguês" (Martinho da Vila). É só clicar no título.

IMAGENS - Álbum de Figurinha: "Astros e Estrelas"

Desta vez um álbum em material incomum: é com ESPIRAL e as figurinhas de papel fotográfico. É de 1954.









Veja outros álbuns  aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

IMAGENS - Velharia: Maço de Cigarro -XI ("Minister")

Mais um maço para a coleção. Minister foi o primeiro cigarro com filtro da Souza Cruz.
Lançado em 1960, foi um duro golpe contra os similares importados (principalmente americanos) que inundavam o mercado da época (muitos, falsificados)


Maço dos anos 60


Veja outros maços já publicados:   (1)     (2)     (3)     (4)     (5)     (6)   

IMAGENS - Revista: "SÉTIMO CÉU"

Foi uma revista de fotonovelas (gênero muito popular nos anos 50 e 60, especialmente junto ao público feminino) publicada pela extinta Editora Bloch.

1960


Ao contrário de suas concorrentes (Capricho, Grande Hotel, Ilusão, etc) que importavam o material da Itália, esta revista foi pioneira ao fazer suas próprias fotonovelas


1961



A receita do seu sucesso: as estrelas das histórias eram artistas nacionais (principalmente cantores).
Roberto Carlos atuou  como protagonista em uma das primeiras edições da revista. Tinha acabado de gravar seu primeiro disco e, portanto, ainda não era o "rei".


1959


Sua primeira edição foi em 1959.
Lançava números "extras" para explorar acontecimentos de grande impacto na mídia, geralmente dramas. Como, por exemplo, a morte de  Caryl Chessman (aqui) e Aída Cury (aqui).


 1960


IMAGENS - Escola: Cartilha Sodré - Lições "Vaca Malhada" e "Bôlo"

Mais da Cartilha Sodré para gostosas lembranças.
Com essas lições aprendemos (pra valer!) o uso do misterioso "lha", dos comuns "o" e "a" e do curioso acento do "chapeuzinho" (cujo nome correto era difícil de escrever e pronunciar).
Mais sobre essa histórica cartilha aqui e aqui.









FATOS - Programa de TV: "A Cabana do Pai Tomás"

Novela da Globo que ia ao ar às 19h, em 1969. Foi baseada em um clássico da literatura norte-americana (de 1852!) que teve repercussão no mundo todo.
Tratava da luta dos escravos contra os ricos e cruéis proprietários de terra. Fez enorme sucesso (num país que era escravocrata, como os Estados Unidos!). Até dizem que essa obra exerceu influência na Guerra da Secessão americana (1861 a 1865).
O casal protagonista era formado por Sergio Cardoso (o bom e sofrido escravo Pai Tomás) e Ruth de Souza (a sua esposa).
Também estavam no elenco: Miriam Mehler, Maria Luiza Castelli, Isaura Bruno, Edney Giovenazzi, Eloisa Mafalda, Paulo Goulart e outros.


 Sergio Cardoso, respeitado ator de teatro, que faleceu em 1972 (com 47 anos)


Algumas curiosidades sobre essa novela:


-Chegou a ter 5 roteiristas e 4 diretores!
-Além do protagonista (Pai Tomás) o ator Sergio Cardoso fazia, também, mais dois papéis (de personagens  brancos): O Presidente americano Abraham Lincoln e Mr. Dimitrius (um galã).
-Antes da estréia, um incêndio destruiu completamente os estúdios de S.Paulo, onde eram gravados os capítulos. Os trabalhos continuaram no R. de Janeiro.
-Marcou a estréia, na Globo, do jovem ator Paulo Goulart.


Mas não foi por nada disso que "A Cabana do Pai Tomás" ficou na história da TV brasileira. E muito menos por seu enrêdo e elenco. Nada disso!


Ficou para a posteridade porque a emissora (num episódio até hoje sem explicação lógica) resolveu "ADAPTAR" um ator BRANCO (Sergio) no papel de um personagem NEGRO (Pai Tomás),que precisava  se lambuzar de graxa a cada gravação!!!
Pelo menos, sua esposa era representada por uma atriz negra, a grande Ruth de Souza.




Sergio (como Pai Tomas) e Ruth (sua esposa)






Sergio (como Dimitrius) entre Edney Giovenazzi e Paulo Goulart




Clique nos títulos para ver outros programas: Luta Livre na TV   -   National Kid   -   Rin Tin Tin



FATOS - Moda: Roupa Feminina

Hoje apresentamos (e sugerimos, porque não?) um terninho feminino de 1966.
Tempos de Bossa Nova, de Jovem Guarda, de rebeldia e contestação. E, também, tempos em que uma roupa basicamente masculina (com algumas poucas modificações) foi parar no guarda-roupa feminino ... fazendo um sucesso danado!




Mais modelitos aqui, aqui e aqui.

ESTANTE DE LIVROS

Mais livros para nossa Estante dos Anos Dourados:

"Gabriela, Cravo e Canela" - Romance de Jorge Amado, escrito em 1958. Ambientado na cidade baiana de ILHÉUS, nos anos 20 (tempos áureos da riqueza do cacau).
Quem não conhece a história da mulata Gabriela e do sírio Nacib?  E do "conquistador" Tonico Bastos?
Esse livro fez grande sucesso, com seus personagens típicos da região e da época (com suas tramas e humor). Teve dezenas de traduções, ganhou importantes prêmios literários e acabou virando novela e filme.


Exemplar de 1960















"Aeroporto" - De 1968, do escritor inglês Arthur Hailey. Uma aventura dramática cheia de tensão, que se desenrola em um grande aeroporto americano em noite de violenta tempestade de neve. Além de mostrar as perigosíssimas condições da chegada dos aviões ainda apresenta os personagens com intensos dramas pessoais, para complicar ainda mais a situação. 
No mesmo ano do lançamento, esse livro esteve entre os mais vendidos no Brasil.



Exemplar de 1968




"O Espião Que Saiu do Frio" - De John Le Carré, escrito em 1963. Um clássico de espionagem com muito suspense e lances dramáticos. É um produto da "Guerra Fria", que foi teatro de muitas tramas com agentes secretos lutando dentro da terrível "Cortina de Ferro" para defender os valores do "mundo livre".
Conta as peripécias de um veterano e fracassado espião inglês que se apega de corpo e alma a uma perigosíssima missão no lado soviético de Berlim (para expurgar seus demônios pela morte de todos os seus companheiros em missão anterior). Essa história acabou indo para o cinema, em 1965.


Exemplar de 1965



Mais Estante aqui, aqui e aqui.

FATOS - Notícias da Época - Inauguração da Via Dutra (Em 20 de janeiro de 1951)

 "INAUGURADA A MAIS MODERNA RODOVIA DO PAÍS"

Foi inaugurada na manhã de ontem a nova rodovia Rio-São Paulo (BR-2).
O Presidente da República, Gal. Eurico Gaspar Dutra, descerrou a placa comemorativa exatamente às 11,25h, em solenidade realizada em trecho da rodovia no município de Lavrinhas-SP.



 O Presidente descerrando a placa



A mais importante estrada do país, com o novo traçado, agora tem 400 km de extensão (pavimentados em quase sua totalidade).
Com a redução de 110 km, o tempo de viagem entre os dois polos foi encurtado pela metade (para pouco mais de 6 horas).

Um trecho da rodovia


Embora sua maior parte seja de pista singela (de mão dupla), existe plano para que, na próxima década,
ela seja duplicada, tornando-se uma autopista igual às encontradas nos países mais desenvolvidos do mundo.
Na obra que acaba de ser inaugurada foram utilizadas avançadíssimas técnicas de construção de estrada de rodagem, que colocam a engenharia brasileira em posição de destaque.

(desnecessário dizer que essa notícia referia-se à conhecidíssima "Via Dutra", não é mesmo?)

Leia outras notícias, clicando no título:







IMAGENS - Gibi: propaganda nas capas

Os leitores mirins também eram "bombardeados" com divulgação de produtos quando liam uma revistinha. É só despertar a vontade da gurizada, que ela se incumbe de "aporrinhar" os pais para comprar (os marqueteiros sabem que assim foi e assim sempre será).


1962



Às vezes aparecia uma propaganda (como a abaixo, de roupa) que era mais dirigida aos adultos que às crianças (pois eles também liam HQs)


1963



Os gibis faziam para o público infanto-juvenil o que a televisão faz hoje, com muita eficiência.



1969



1965



Mais gibis aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

IMAGENS - Alimento/Bebida: "DULCORA"

Mais uma guloseima dos anos 60. Os "drops" (balas) Dulcora eram embalados um a um em papel celofane. Por isso, ao contrário dos demais, não grudavam um no outro. Outro diferencial? Também inovaram na forma: ao invés de redondinhos, eram quadradinhos!











Mas, o sucesso não era apenas por serem  diferentes. Eram gostosos, mesmo! Tinham sabor! Podia-se escolher entre: limão, hortelã, tangerina, anis, misto, abacaxi e mais alguns outros sabores.







As propagandas (rádio, TV, revistas) anunciavam "DULCORA, A DELÍCIA QUE O PALADAR ADORA".


Anúncio em gibi dos anos 60



Cinemas pequenos (principalmente de cidadezinhas do interior) não vendiam pipoca. Era no Dulcora que a garotada se esbaldava.
Enquanto durou, foi fabricado pela extinta "Chocolate Dulcora S/A"


Veja outro ícone da "gastronomia" infantil: "Cigarrinhos Pan"

FATOS - Parada de Sucessos

Mais sucessos de 1966:

-"Pobre Menina" (Leno e Liliam)

-"É Papo Firme" (Roberto Carlos)

-"Il Mondo" (Jimmy Fontana)

-"WOOLY BULLY" (Sam The Sham and The Pharaohs) =  Clique na telinnha para ouví-la:






Ouça, também, estes outros sucessos antigos (é só clicar em cada título das músicas):

-"Oh! Carol" (Neil Sedaka)   / "Red Roses For A Blue Lady" (Bert Kaempfert)

IMAGENS - Velharia: Guia da Cidade de São Paulo

No meio de tantas informações, também oferecia horários de circulação de bondes. Esse era um  meio de transporte urbano presente na maioria das grandes cidades brasileiras.
O bonde foi sendo substituído aos poucos pelo ônibus (com o desenvolvimento da indústria automobilística no Brasil) ainda nos anos 50 e mais fortemente na década seguinte.


1948



1954



1955


Outros velharias aqui, aqui e aqui.

IMAGENS - Anúncio: "Companhia Telefônica Brasileira - CTB"

O anúncio abaixo foi publicado em jornal carioca de 31.12.1959. A situação que ele mostra não era diferente em outras regiões do país e assim  permanceu por décadas.





Veja outros anúncios aqui, aqui, aqui, aqui, e aqui.

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

EDIÇÃO ESPECIAL DE NATAL

IMAGENS - Velharia: PRESÉPIO

Montar o presépio é um costume que vem diminuindo cada vez mais. Até os anos 60 ainda era muito comum (principalmente no interior) deparar-se com um montado em lugar nobre da casa.
Cada família fazia o seu, conforme suas condições e habilidades. Variava de tamanho, de material e de número de peças. Existia do mais simples ao mais pomposo (alguns, até mecanizados!).





A criançada ficava toda alvoroçada (para "ajudar") quando o pai começava a recuperar os componentes guardados cuidadosamente no ano anterior. Por todo esse zelo, era comum uma peça ser usada por dezenas de anos.  (Na foto acima, um presépio dos anos 50 com sua "vista". Boa parte das peças são usadas até hoje!)





Os preparativos eram o prenúncio de que o esperado Natal estava chegando. Mas, claro, não ficava só na montagem. Aquele pequeno espaço era sagrado. Ali não se brincava! Era lugar do  mais profundo respeito e das orações da família.





Normalmente usava-se, ao fundo, uma tela pintada (chamada de "vista") com algum motivo que evocasse  a significativa data.
Era costume o presépio ficar algum tempo sem o Menino Jesus na manjedoura, que seria colocado somente na noite da véspera do Natal. E os três Reis Magos? Também tinham um tratamento especial:  a cada dia "avançavam" um pouquinho. Isso deixava as crianças encucadas, pois  eles só  "andavam " à noite, quando elas já estavam dormindo. Até que, no dia 6 de janeiro (Dia de Reis) eles chegavam em Belém.





Há algumas décadas o presépio vem sendo preterido pela Árvore de Natal (um costume bem mais recente entre nós, "importado" dos americanos). Na Alemanha do século XVI já se fazia decoração de árvores.