terça-feira, 15 de junho de 2010

IMAGENS - Brinquedo

Brinquedo americano dos anos 50.
Carro de polícia em lata litografada (com desenhos gravados).
Atentar para o "trabuco" que sai do vidro dianteiro da viatura (se fosse hoje, sairia um canhão?).









Mais aqui.

IMAGENS - Carro: Cadillac Eldorado"

Carro americano, de 1967.








Mais carro aqui e aqui.

IMAGENS - Disco/Cinema Brasileiro: Vicente Celestino

Descendente de italianos e nascido no Rio de Janeiro, Vicente Celestino foi um dos mais importantes artistas brasileiros do século XX.
Além de cantar (seu 1º disco é de 1916) também era compositor, empresário de espetáculos de opera e teatro, ator de cinema, etc.
Compôs e gravou a música "O ÉBRIO" (1936), a mais lembrada de seu extenso repertório, que foi transformada em filme (1946). "CORAÇÃO MATERNO"(1937) foi outro estrondoso sucesso no disco que, muitos anos depois, também virou filme (1952). "PORTA ABERTA" (1946) foi mais uma música a compor a galeria de sucessos do cantor.
Interessante: era muito comum, principalmente nos anos 50, pequenos circos (que perambulavam pelas cidadezinhas do Brasil) apresentarem como atração maior de seus espetáculos a dramatização das histórias das duas primeiras músicas referidas acima.
Sua voz grave (de tenor), aliada a uma interpretação dramática e teatral, o tornou super conhecido. Isso o levou a excursionar por todo os cantos do país, alavancando ainda mais seu sucesso na música e no cinema (além de lhe render muito dinheiro, é claro).
Não se pode falar de Vicente Celestino sem fazer referência à sua esposa GILDA DE ABREU (cantora, compositora, escritora, atriz e cineasta) que, além de outras parcerias com o marido, roteirizou e dirigiu seus filmes.
Vicente faleceu com 74 anos, em 1968. Nesse mesmo ano (época da "TROPICÁLIA", de Cetano, Gil e Gal) o grande Caetano Veloso gravou "Coração Materno" (homenagem ou gozação?).
Sua esposa Gilda morreu em 1979.
Agora, um trechinho das dramáticas letras dos dois trabalhos, só para lembrar:
O Ébrio (homem da alta sociedade, traído pela esposa e amigos, troca os seus documentos com os de um mendigo morto por atropelamento):
"Tornei-me um ébrio,
e na bebida busco esquecer
aquela ingrata que eu amava
e que me abandonou ..."
Coração Materno (mulher amada pede ao namorado uma determinada coisa, como prova de amor):
"Disse um componio à sua amada:
minha idolatrada, diga o que quer
por ti vou matar, vou roubar
embora tristezas me causes mulher ..."
(lembram-se do que ela pediu? Credo!)




Revista de 1960 (com o casal na capa)


Disco dos anos 60


Disco dos anos 50


Filme "Coração Materno"


Filme O Ébrio





Clique na telinha para ver a cena em que Vicente Celestino (como mendigo) interpreta a antológica música "O Ébrio" (no filme de mesmo nome):












IMAGENS - Velharia: Relógio "ESKA"

Relógio dos anos 50. "ESKA"não era uma marca sofisticada, mas muito famosa. Seus relógios primavam pela qualidade. É comum encontrarmos esses relógios, ainda funcionando, guardados como verdadeiras relíquias de família.



Mais velharias aqui, aqui, aqui e aqui.

IMAGENS - Revista: "A Gazeta Esportiva Ilustrada"

Revista que circulou dos anos 50 até 1967.
Publicação quinzenal muito conceituada, era a coqueluche dos torcedores de futebol (esporte que dominava as edições, como na mídia esportiva de hoje).
Pertencia à Fundação Cásper Líbero que editava o, também prestigiado, jornal "A Gazeta Esportiva" (que teve sua última tiragem no ano de 2001).
Essa antiga Instituição é proprietária da TV GAZETA, RÁDIO GAZETA e FACULDADE CÁSPER LÍBERO.


De 1958:


De 1962:

De 1965:

De 1966:




IMAGENS - Cartaz: "Invasão dos Discos Voadores"

Um clássico da ficção científica, de 1956.
Alienígenas estão por toda a parte atacando a Terra. Aí começam as peripécias de um cientista para consertar as besteiras feitas pelos militares e encontrar um jeito de parar os invasores.
Os efeitos especiais foram considerados "extraordinários" na época.









Mais cartazes aqui, aqui e aqui.

IMAGENS - Velharia: Almanaque Biotonico

De 1961


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FATOS - Parada de Sucessos

Mais sucessos de 1969

-"Hoje" (Taiguara)

-"O Conde" (Jair Rodrigues)

-"Minha Menina" (Jorge Ben)

-"Hey Jude" (The Beatles)

-"Pra Que Dinheiro" (Martinho da Vila)

-"I Say A Little Prayer" (Aretha Franklin)

IMAGENS - Revista: "Coletânea"

Revistas de 1952 e 1954. Temas curiosos de reportagens, não?







IMAGENS - Anúncio: "Óleo Elétrico"

De 1955. Adeus bengalas e muletas. O óleo milagroso chegou!
Comparadas com este anúncio, até que nossas atuais propagandas são bem comportadas (tirando umas e outras que descambam para o descaramento explícito).
Pergunta que não quer calar: Será Bi-Volt?



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FATOS - Cinema Brasileiro

Filmes lançados em 1967

-"Terra em Transe" = Drama com: Jardel Filho, Paulo Autran e Glauce Rocha

-"Bebel, Garota Propaganda" = Comédia com: Rossana Ghessa, John Herbert e Paulo José

-"O Caso dos Irmãos Naves" = Drama com: Anselmo Duarte, Juca de Oliveira e Raul Cortez

-"Mineirinho, Vivo ou Morto" = Policial com: Jece Valadão, Leila Diniz e Fábio Sabag

IMAGENS - Brinquedo: Bambolê

Após a Segunda Guerra os americanos criaram um tipo diferente de plástico, que tinha enorme gama de aplicabilidade: o POLIETILENO. Um dos beneficiados com o novo produto foi a indústria de brinquedo. Em 1958 uma fábrica lançou, nos Estados Unidos, um produto muito simples e barato feito basicamente com esse material. Deu a ele o nome de "Hula Hoop". Nada mais era que uma argola (ou aro) grande e colorida para girar na cintura (e nas pernas, nos braços e no pescoço, para os bem treinados). Vendeu milhões de peças em poucos meses, numa "febre" que se espalhou rapidamente pelo mundo.
Aqui foi lançado pela Estrela, nesse mesmo ano, recebendo o nome de "bambolê". Foi um sucesso estrondoso, embora por poucos anos.
De tempos em tempos esse brinquedo (além de tudo, muito útil para os gordinhos perderem calorias) volta à cena. Mas muito longe de causar a "febre" do final dos anos 50 e início dos 60. Tudo muda com o passar dos tempos, principalmente a cabecinha da criançada.



Mais brinquedos aqui, aqui e aqui.

IMAGENS - Gibi: "Action Comics"

Gibi americano dos anos 40


Gibi americano dos anos 50


Mais gibi, aqui, aqui e aqui.

IMAGENS - Velharia: Coisas da Copa de 1966

Essa Copa foi realizada na Inglaterra, cuja seleção foi a campeã. É um evento pobre de material para nós brasileiros, porque o Brasil foi pobre de futebol!
Nada de disquinho, de selo comemorativo, de musiquinha, de álbum e de outras "cositas mas". Só as imagens abaixo (o que já é muito).
A seleção foi dirigida por Vicente Feola (técnico campeão de 62). A preparação foi um bagunça só (mais ou menos como na de 2006).
O Brasil ficou em 11º lugar, tendo sido eliminado já na primeira fase. Teve três jogos: ganhou um e perdeu dois!







IMAGENS - Velharia: "Ban-Lon"

Era uma roupa confortável (mas havia controvérsia: muitos achavam que o tecido era quente!) e bastante popular no final dos anos 50 e começo dos 60.
Seu material básico era um fio sintético de variadas cores. Surgiu nos Estados Unidos e foi rapidamente difundido para outros países, inclusive o Brasil.
Para homens era uma espécie de camiseta polo. Para as mulheres, casaquinho, blusa e até vestido.
Marcou época, principalmente no público jovem.







1960

Mais roupa aqui.



IMAGENS - Gibi: "Batuta"

Este gibi foi lançado em 1954, ano em que o palhaço Bozo começou a aparecer com sucesso no Brasil.
Muitos pensam, até hoje, que esse personagem (de cabelos espetados) foi uma criação de Silvio Santos, que o apresentava em programas de sua emissora TVS e SBT nos anos 80.
Grande engano. Bozo foi criado nos Estados Unidos, nos anos 40 (primeiramente em disco e depois na TV).
Mesmo aqui o palhaço já havia "aparecido" antes, nos anos 50, interpretado pelo humorista José de Vasconcelos.
Silvio Santos apenas o "ressuscitou" (e ganhou muito dinheiro com ele) e transformou em "mania nacional". Mas, alguns bons e lucrativos anos depois, ele saiu de cena.
Talvez algum dia uma emissora de TV se interesse em trazê-lo de volta. Será que encontraria um público tão interessado, como no passado?
Abaixo, gibis de 1954, com o Bozo como protagonista.

1954

1954

1955

Mais gibi aqui, aqui, aqui e aqui.


IMAGENS - Velharia: Catálogo "Hermes"

A comercialização de produtos à distância, por catálogos, era muito comum nos anos 50 e 60.
Isso era possível pelo serviço de Reembolso Postal dos Correios. Naquela época os Bancos não eram tão versáteis e populares como hoje. Uma parcela pequena da população tinha acesso a eles. Comprar por telefone, nem pensar. Então a interiorização das vendas encontravam nos catálogos seu método objetivo, seguro e de fácil operacionalização pelas pessoas.
Esses livretos eram distribuídos por todo o país (inclusive pequenas cidades). Escolhia-se o produto. Preenchia-se e postava-se o "pedido" nele encartado. Dias depois era só ir aos Correios, fazer o pagamento e retirar a compra.
Nos Estados Unidos esse tipo de comercialização era usado desde 1888 (com o famoso Catálogo "Sears"). No Brasil o início foi em 1942 com a Empresa "HERMES", que prossegue com esse sistema até os dias atuais, agora com representantes.
O Catálogo Hermes (pioneiro nesse tipo de venda) começou oferecendo relógios. Com o passar dos anos foi ampliando o leque de produtos. Com certeza a empresa nunca imaginou que a publicação de seus catálogo tivesse um efeito colateral importante: os alunos do ginásio usavam-no como material para os trabalhos escolares, recortando e colando em cartolina as pequenas fotos dos produtos oferecidos (que eram coisas do dia-a-dia, tais como: jóia, relógio, utilidade doméstica, roupa, calçado, brinquedo, etc) conforme o tema escolhido pelo professor.


Catálogo de 1966



Catálogo de 1961



FATOS - Programas de TV

"Aqui fala o seu Reporter Esso, testemunha ocular da História".
Assim iniciava-se mais uma edição do histório telejornal "Reporter Esso"na TV Tupi. Quem, dos anos 50, não se lembra desse bordão falado pelo apresentar Kalil Filho no canal de S.Paulo. Como não existiam as redes, cada emissora (em apenas 5 estados) tinha o seu apresentador para o programa. No R. de Janeiro quem apresentava era, o também famoso, Gontijo Teodoro.
Na televisão existiu de 1952 até 1970. No rádio, de 1941 até 1968.
Alguns acontecimentos que foram notícias exclusivas do Reporter Esso:
-Final da Segunda Guerra Mundial
-Morte do Presidente Getúlio Vargas
-Explosão da bomba de hidrogênio
-Vitória de Fidel Castro na Revolução Cubana
Além das notícias (é claro!) o programa tinha uma outra "atração" (por incrível que pareça, na detestada hora do comercial): Propaganda da Esso, em desenho animado com o simpático casal de gotinhas se apresentando e cantando a musiquinha "só Esso dá ao seu carro o máximo, só Esso dá ao seu carro o máximo ...".








Mais programas de TV aqui, aqui e aqui

domingo, 30 de maio de 2010

. . . . . . . .MURAL DE LEMBRETES. . . . . . . . .

Próxima atualização: 15.06.2010
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IMAGENS - Velharia: Cera "Parquetina"

Algumas décadas atrás era muito comum os filhos ajudarem nas tarefas domésticas (fora do horário da escola, é claro!). Era uma obrigação que não estava sujeita à constestação. A figura da empregada doméstica não era tão presente nos lares, como agora. Para os garotos ficavam os trabalhos mais "pesados". E um deles era encerar os assoalhos de madeira da casa. No "muque" mesmo!




Que dureza! ! Quando chegava o dia da semana marcado (geralmente 6ª feira) lá estavam a palha de aço, a lata de cera "Parquetina" e o esfregão/escovão (pesado, pois era de puro ferro) "carinhosamente" reunidos pelas zelosas mães.





Aí começava a "labuta". O pior era tirar a camada de cera já existente e sem brilho. Algumas mães mais perfeccionistas exigiam que a palha de aço fosse arrastada com o pé (numa interessante coreografia), uma vez que com o esfregão "não ficava bem lixado". Terminada essa parte ("extenuante"!) passava-se a cera e, depois de alguns minutos (para secar, não para descansar) era iniciada a parte mais gostosa: dar brilho! Era só "navegar" no assoalho, com o esfregão em cima de um pedaço de flanela. No final da "operação" as tábuas ou tacos ficavam refulgentes! Aí (às vezes)vinha a recompensa: elogio pela beleza que havia ficado! Então, colocava-se as passadeiras que, ao contrário dos tapetes de hoje, deixavam a maior parte do piso à vista.

Mas isso não era tão dramático como parece. Ainda sobrava muito tempo do dia para as criancices.
Tudo isso ocorria antes da popularização do eletrodoméstico salvador: a enceradeira elétrica (que até os anos 60 ainda era artigo para poucos).


1958
1955




















Nota: A cera Parquetina, com mais de 100 anos, é fabricada até hoje.