sábado, 15 de maio de 2010

FATOS - Programas de TV

"ALMOÇO COM AS ESTRELAS". Programa apresentado na TV TUPI desde 1956 (Rio) e 1957 (S.Paulo) até a extinção da emissora, em 1980.
Teve outros apresentadores, mas o que marcou a sua longa jornada foi o comando pelo casal Airton e Lolita Rodrigues, no programa paulista. Na época cada estado tinha seu canal de TV, com programação e grade próprias. Não havia, ainda, a rede nacional em que um programa é gerado simultaneamente para todas as regiões do país. Acontecia coisas interessantes como diferença de um ou mais dias na retransmissão de capítulos de novela de um estado para outro.
Airton e Lolita foram casados, na vida real, por mais de 30 anos.
Muitos nomes importantes da música, do teatro, do cinema e outras áreas da arte foram lançados no "Almoço". Entre cantorias e entrevistas os convidados almoçavam numa grande mesa. Vez ou outra a câmera passeava, mostrando o pessoal em "plena atividade".
O "merchandising" tão praticado nos dias atuais também frequentava o programa: de tempo em tempo o casal falava do "maravilhoso" acompanhamento musical da "Orquestra do Maestro Zezinho" e da "deliciosa" comida oferecida pela "Cantina Don Ciccilo".
Foi líder de audiência durante os 23 anos (sempre aos sábados, das 13 às 15h) de permanência no ar pela TV TUPI. Quando ela foi fechada os dois levaram a atração para a Record e, depois, para o SBT. Mas já não era mais a mesma coisa. Ficou agonizando até acabar definitivamente. Principalmente quando Airton terminou o casamento com Lolita, que continua até hoje brilhando na TV. Airton faleceu em 1993.




Outros "programas" aqui, aqui e aqui.

IMAGENS - Velharia: Livro "Bilhetinhos de Jânio"

Livro de 1959. Retrata o modo peculiar de Jânio Quadros se comunicar com todo mundo, quando Governador de S.Paulo (1955/58).
Eram memorandos que a imprensa da época apelidou de "bilhetinhos", pois eram redigidos manualmente. Manteve esse costume ao assumir a Presidência de República, em 1961. De uma maneira direta ele determinava providências e "cobrava" seus assessores. Muito natural.
O autor conhecia bem esse método. Foi assessor de Jânio nos dois governos.
Leiam um trechinho desse antigo livro, ampliando a imagem.








Outros livros antigos aqui e aqui.

FATOS - Notícias da Época - Inauguração da Ponte Aérea

Na madrugada de ontem tiveram início os vôos REGULARES oficiais ligando São Paulo (maior cidade do país) e Rio de Janeiro (Capital Federal). Esse nôvo serviço que as companhias aéreas passam a oferecer está sendo chamado de "PONTE AÉREA".
Para marcar o evento inaugural, na mesma hora, um avião decolou do Aeroporto Santos Dumont (Rio) e outro do Aeroporto de Congonhas (S.Paulo).
Essa linha já existia, é claro, mas no estilo tradicional, sem a regularidade que acaba de ser implantada: a cada 30 minutos (ou menos, nos horários de pico) um vôo é iniciado nos dois aeroportos.
O preço da passagem é o que já vem sendo praticado nos vôos normais. Três empresas aéreas (antes "ferozes" concorrentes) são as responsáveis pela Ponte Aérea: Cruzeiro do Sul, Varig e Vasp. Esse tipo de empreendimento é considerado uma criação brasileira, pois nenhum país pratica esse sistema.
Alguns aviões que começam o nôvo serviço: "Scandia" e "Convair" (brevemente haverá o ingresso dos famosos "Electra"). Em 07 de julho de 1959.



Aeroporto de Congonhas (anos 50)



Aeroporto Santos Dumont (anos 50)


Mais "Notícias" aqui, aqui, aqui e aqui

IMAGENS - Anúncio: Método de Ensino de Dança

Aprender a dançar seguindo as lições do livro. Legal!
Atentar para os ritmos que faziam sucesso nos bailes daqueles tempos.
Em 10 dias o curso formava um verdadeiro "pé-de-valsa". Será ?



IMAGENS - Velharia: Calça "Far-West"

Em 1956 a centenária Alpargatas lançou uma calça a que deu o nome de "FAR-WEST". Era feita com um tipo especial de tecido azulão grosso (fabricado pela própria empresa) chamado "BRIM CORINGA". Era o JEANS brasileiro que aqui "reinava" bem antes de aparecer por estas bandas o jeans americano da pioneira "LEVI'S". Seu preço ajudou na grande vendagem por todo o país.
Nessa década era uma exclusividade dos homens. Só a partir dos anos 60 é que começou a ser usada, também, pelo público feminino.
Dizem que foi a 1ª calça jeans brasileira. Mas não foi. Há uma enorme confusão nessa área. Antes da Alpargatas uma empresa chamada "ROUPAS AB" (também de S.Paulo) fez, em 1948, a sua calça de brim azul e grosseiro que era conhecida por calça "RANCHEIRO".
Não "pegou" e anos depois a Alpargatas estreou com uma calça de nome "RODEIO" , já com o famoso "Brim Coringa". Passado um bom tempo é que ela lançou o jeans definitivo: "Far-West" , um sucesso absoluto com o mesmo tecido.
Antes usado para o trabalho (justamente por ser de material grosso) o jeans passou a ser adotado, por jovens e adultos, como traje do dia-a-dia, com as barras da perna dobradas para fora.
O fantasma do nome "Rancheiro" perseguiu o produto da Alpargatas por muito tempo e por isso são considerados o mesmo produto, erroneamente, quando se fala nos primórdios do jeans brasileiro.
Abaixo, propagandas (do final dos anos 50 e  início dos anos 60) da calça "Far-West" e do "Brim Coringa" (que "resistia a tudo e não encolhia nunca").










IMAGENS - Cartaz: Seriado "O HOMEM ATÔMICO CONTRA O SUPER-HOMEM"

Mais um cartaz de seriado. Desta vez do grande Super-Homem! Teve um gibi só para ele, pela primeira vez, em 1938 (nos Estados Unidos). De lá para cá, só sucesso no mundo dos quadrinhos, livros, revistas, TV, cinema, etc.
Tinha um um segredo mortal: era vulnerável à kryptonita, um mineral de seu planeta natal "Krypton"(que havia explodido logo após seus pais o mandarem, ainda bebê, à Terra), que tirava sua força. Mas parece que todo mundo conhecia esse ponto fraco, inclusive o seu arquiinimigo Lex Luthor.
Como os americanos não são bobos, quando viram que o personagem tinha agradado "em cheio", trataram logo de criar o "Superboy" (quando ele era jovem), a "Supermoça", a "Miriam Lane" (namorada do reporter Clark Kent, o Super-Homem na vida civil) e, até, um Super-Cão, o "Krypto". Tem mais, mas vamos parando por aqui.
Abaixo, três cartazes iguais de 1950. Só o que mudava era a foto menor, de acordo com o episódio.





Aqui, mais sobre o Super-Homem.

IMAGENS - Álbum de Figurinha

Colecionar figurinha era um apreciado passatempo para a criançada dos Anos Dourados (hoje, nem tanto). Não é difícil de entender o motivo: menos distrações, verba "mais curta" para divertimentos, brinquedos mais simples e a natural atração que o colecionismo exerce (tanto nos adultos como nas crianças).

Há registro de que as figurinhas chegaram ao Brasil nas primeiras décadas do século XX. Além do prazer em comprar (surpresa ao abrir os envelopinhos), colecionar e colar nos álbuns, ainda havia a esperança de ganhar prêmios (se conseguisse "encher" uma folha totalmente). Aí entravam em cena as temidas e odiadas figurinhas "carimbadas", dificilmente encontradas. A distribuição era controladíssima pela empresa que comercializava os álbuns. A maior parte dos "colecionadores" ficava com as folhas "faltando uma". Com certeza, hoje, seria caso de Procon! Não era comum, mas às vezes saía um liquidificador, um faqueiro, uma bola para "adoçar" a boca da criançada. Mas a tão almejada bicicleta, nada! Na época, não se tinha essa percepção. Deve ser registrado que nem todos os álbuns davam prêmios e usavam a tática das "difíceis". Alguns, realmente, eram de temas educativos que instruiam a garotada e não tinha prêmios nem carimbadas. Era o puro e saudável prazer de colecionar. Essas, geralmente, não eram vendidas em bares como as de prêmios que não saiam.

Cada menino tinha um estoque de "repetidas", que era, também fonte de uma deliciosa brincadeira:" jôgo de bafo" (com a concha da mão) que tinha algumas rigorosas regrinhas próprias.

As figurinhas de hoje são auto-adesivas, tirando o prazer de se lambuzar com goma-arábica, cola de polvilho ou outro "preparado". Apesar das frustrações (grande número de "repetidas" e "carimbadas" que nunca saiam) era muito bom.

Interessante: era raríssimo ver uma menina mexendo com figurinha, mesmo entre elas.

Abaixo, dois álbuns que fizeram história: "A HOLLANDEZA" e "CAMPEONATO"

ANOS 30:







1959:











Mais álbuns: aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.






IMAGENS - Anúncio: "ACEC"

Anúncio de 1955. O trólebus resiste bravamente. Ainda rodam em algumas cidades brasileiras. O bonde "já era" há muito tempo (a não ser como peça de museu ou atração turística). Notar que o anúncio faz referência à velocidade máxima que ambos poderiam atingir. Naquela época, sim. Hoje não chegariam nem na metade dela, nos grandes centros.



mais anúncios aqui, aqui, aqui e aqui.

FATOS - Parada de Sucessos

Também "estouraram" em 1959:



-"Manhã de Carnaval" (João Gilberto)

-"Minha Crença" (Francisco Egydio)

-"Fiz a Cama Na Varanda" (Inezita Barroso)

-"Milagre da Volta" (João Dias)

-"Ave Maria Lola" (Carlos Galhardo)

-"Jambalaya" (Brenda Lee) = Clique na telinha para ouví-la


IMAGENS - Velharia: Aparecida - Basílica em Construção - II

Foto de 1961. No lado direito, a torre em seu início de construção.



veja outras fotos aqui e aqui.

IMAGENS - Carro: "Ford Sedan Super de Luxe"

Automóvel americano de 1946. Transmite maciez e segurança (numa colisão de frente, coitado do outro!). Motor "V8" e câmbio com 3 marchas na coluna.
Até que era fácil ver um desses aqui no Brasil, nos anos 50.






Mais carros aqui, aqui, aqui e aqui

IMAGENS - Escola: Livro "Ciências Naturais"

Autor: José Coimbra Duarte. Mais um "bam-bam-bam" dos livros didáticos dos anos 50, junto com Aroldo de Azevedo (geografia), R. Haddock Lobo (história) e Aída Costa (português).


Livro de 1952:



Livro de 1958:


Mais livros escolares aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

IMAGENS - Gibi: "Kit Karson"

Outro personagem baseado em figura histórica do velho oeste americano, no século XIX.
Ele era um "batedor" daquela famosa "cavalaria" que sempre aparecia (sob som de corneta) para matar ou por "prá correr" os maldosos índios (comanches, apaches, cheyenes, sioux, etc) que estavam em pleno ataque aos coitadinhos dos colonos. Geralmente os soldados (os "casacas-azuis") apareciam do nada, quando não mais restava esperança. Ufa!
O interessante é que Kit mantinha relações de amizade com uma tribo ("Najavo"). Não havia conflito de interesses ? Abaixo, dois gibis de 1965.











Outros gibis em: 01 - 02 - 03 - 04 - 05

sexta-feira, 30 de abril de 2010

. . . . . . . .MURAL DE LEMBRETES. . . . . . . . .

  • Próxima atualização: 15.05.10
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IMAGENS: Gibi: "Fantasma"

Gibi nacional. Outro herói dos anos 30 que encantava a criançada ( e os nem tanto) dos Anos Dourados. Sempre mascarado e de "uniforme" ninguém sabia quem era. Vivia nas florestas de Bengala (Índia) combatendo todo tipo de bandido. Mas, gostava mais de socar e prender piratas, pois seus ancestrais (nobres ingleses), pais do 1º Fantasma, haviam sido mortos por essa cambada quando viajavam de navio, 400 anos antes. No decorrer dos séculos cada Fantasma que morria era substituído por um descendente sem que ninguém, sequer, desconfiasse tratar-se de uma outra pessoa. Por isso os nativos julgavam-no imortal, chamando-o de "espírito que anda". A dinastia só era conhecida pelo amigo "GURAN", chefe da tribo de temidos pigmeus que conviviam com nosso herói. Sempre combatendo o mal, ainda achava disposição e tempo para namorar a bela Diana Palmer que residia nos Estados Unidos! O Fantasma não tinha super poderes, mas era forte prá valer: cada soco que dava era uma marca da caveira que ficava para sempre no queixo do malfeitor. Morava numa enorme caverna cheia de tesouro, que tinha o nome de "Caverna da Caveira" (onde havia um imponente trono que usava para descansar e receber os nativos amigos). Quando saía da floresta (para ver a namorada e outras atividades "urbanas") usava um disfarce: casacão que chegava aos pés (fechado até o pescoço e com a gola levantada), chapéu e óculos escuros. Esse era seu traje "social", fizesse sol ou chuva, calor ou frio! Seus outros companheiros de aventura: "Herói" (cavalo) e "Capeto" (lobo)


1957
1960




















1958

1958

E, para terminar esta "incursão" aos tempos de meninice "viciada" em gibis, clique AQUI e assista pedacinho de um  seriado de cinema dos anos 40 com nosso herói.

Outros heróis aqui, aqui, aqui e aqui.

IMAGENS - Dinheiro: Notas de Cruzeiro

As notas abaixo circularam nos anos 40-50-60 e 70(início). A de maior valor, a molecada não via nem o cheiro.
Cr$ 20,00 (Marechal Deodoro) - Cr$ 50,00 (Princesa Isabel) - Cr$ 500,00 (D.João VI)




Veja outras notas já publicadas: 01 - 02 - 03 - 04 - 05 - 06 - 07 - 08

IMAGENS - Anúncio: "Modess"

Anúncio de 1953. Que texto !!!!




Veja mais anúncios com conteúdo ESQUISITO aqui, aqui e aqui.

IMAGENS - Velharia: "Panair do Brasil"

Mais um ícone empresarial que se foi. A Panair foi uma das primeiras companhias aéreas do Brasil. Nascida no final dos anos 20, sempre despontou como líder na nossa aviação civil. Sua denominação social veio da gigante americana "Pan American", que era a proprietária. Nos anos 40 iniciou-se um lento processo de passagem do controle acionário para empresários brasileiros, que só veio a ser concluído nos primeiros anos da década de 60. Em fevereiro de 1965 o governo militar (que há pouco havia assumido o poder) cassou a licença de operação da Empresa, sob alegação da existência de dívidas para com a União e outros motivos. Esse fato levou, alguns dias depois, à decretação da falência pelo Judiciário. Até hoje essa questão permanece polêmica. O que, realmente, levou o Pres. Castelo Branco à decisão de cassar a licença ? Há diversas versões, dentre as quais: favorecimento à concorrente VARIG; perseguição aos proprietários (não eram simpáticos ao novo regime); insolvente, a firma não tinha como continuar operando; relacionamento com a ex-controladora americana. O tempo passou mas as especulações continuam até hoje. Naquela época seus concorrentes,nas linhas domésticas, eram: Varig, Real, Vasp e Cruzeiro do Sul (seus aviões, também, não mais cruzam os "céus do Brasil")
Avião de 1963:
Anúncio de 1959:
Bilhete de 1953:

FATOS - Parada de Sucessos

Mais sucessos de 1965:

-"The House Of The Rising Sun" (The Animals)

-"Sabor a Mi" (Edye Gorme & Trio Los Panchos)

-"Festa do Bolinha" (Trio Esperança)

-"Não Quero Ver Você Triste" (Roberto Carlos)

-"Querida" (Jerry Adriani)

IMAGENS - Brinquedo: " Batalha dos Piões"

Fabricado pela Estrela no final dos anos 60. Era um bate-bate engraçado dos piões dançando no picadeiro e voando para todos os lados. A criançada se divertia com as peças se chocando.




Mais brinquedos aqui, aqui e aqui.