quinta-feira, 15 de julho de 2010

IMAGENS - Disco: Altemar Dutra

Um dos grandes nomes da nossas música popular. Começou sua carreira ainda muito jovem (17 anos). Após participar e vencer diversos programas de calouro na cidade onde morava (Colatina-ES) foi para o Rio de Janeiro. Lá tocava a vida apresentando-se em boates, casas de show e programas de rádio.
Em 1963 ficou conhecido nacionalmente ao gravar a música "TUDO DE MIM", primeiro lugar nas paradas.
Em 1964 consolidou sua meteórica ascenção no mundo musical com "QUE QUERES TU DE MIM", "O TROVADOR", "SENTIMENTAL DEMAIS" e "SOMOS IGUAIS". Foram espetaculares sucessos que transformaram-se na marca registrado de seu estilo.
No decorrer dos anos 60 estendeu sua fama para a América Latina e preparou a entrada nos Estados Unidos.
Na década seguinte foi um dos mais populares cantores estrangeiros naquele país.
Em 1965 casou-se com a, também famosa, cantora MARTHA MENDONÇA.
Altemar faleceu com apenas 43 anos de idade, quando fazia turnê em Nova Iorque (em 1983).
Relembre um de seus sucessos, clicando na tela ao final.
Altemar e Martha

Disco LP de 1963

Disco LP de 1967


Disco LP de 1969

IMAGENS - Carro:"SIMCA"

A "SIMCA" , montadora francesa, foi uma das primeiras a construir sua fábrica no Brasil (em São Bernardo do Campo). Era o ano de 1958 e, já no ano seguinte,  começou fabricando o modelo "CHAMBORD" (cópia de um outro carro que ja fazia na França). Depois dele, e durante alguns anos, fabricou outras versões. Até que, em 1966, foi adquirida pela americana "CHRYSLER". Um ano depois essa nova proprietária passou a fabricar seus próprios modelos, extinguindo definitivamente a marca francesa no Brasil.
Os automóveis "Simca" eram confortáveis, bonitos e elegantes. O problema (sério) consistia na sua potência, que era comprometida por um motor fraco.
Esses foram os que fizeram história em nosso país:
-Chambord, com produção iniciada em 1959.
-Jangada (belíssima perua), idem em 1962.
-Alvorada, idem 1963.
-Tufão, idem 1964.
Outros modelos também foram feitos: Presidente, Rallye, Esplanada e Regente.
Como o "Fusca", os "Simca"também tiveram alguma versão "PÉ DE BOI" (veja aqui).
As três primeiras fotos, abaixo, foram gentilmente cedidas pelo site http://www.carroantigo.com/
, pelo que este blog agradece aos seus diretores.


Simca Chambord-ano 61:


Simca Jangada-ano 62:


Simca Alvorada-ano 64:

Simca Tufão-ano 66:




IMAGENS - Álbum de Figurinha: "20.000 LÉGUAS SUBMARINAS"

Com os pequenos textos do álbum, logo abaixo de cada figurinha (do filme americano de 1954), tinha-se um perfeito resumo da emocionante aventura do clássico de Júlio Verne. Esse tipo de álbum ajudava a descortinar para a criançada o mundo do conhecimento. Seus temas eram os mais variados, e não só de ficção, e acabavam despertando o interesse pela leitura complementar do assunto.


Álbum dos anos 50:


Mais figurinha aqui.

IMAGENS - Anúncio: "BAN-AID"

Este produto está no Brasil desde a década de 40. É sinônimo de curativo adesivo para pequenos cortes e arranhões (como "bom bril" (aqui) para palha de aço e "Gillette" (aqui) para lâmina de barbear).
Nos anos 50 começou sua popularização, ajudado pela garotada que vivia "colecionando" machucados.





Mais aqui.

FATOS - Cinema Brasileiro

Mais lançamentos de 1969:

-"Estranho Triângulo" = Drama com: José Augusto Branco, Carlo Mossy e José Wilker

-"Sentinelas do Espaço" = Aventura com: Ary Fernandes, Dirceu Conte e Roberto Bolant

-"Cangaceiro Sem Deus" = Drama com: Maurício do Valle, José Mogica Marins e Anik Malvil

-"Máscara da Traição" = Drama com: Tarcísio Meira, Glória Menezes e Oswaldo Loureiro

IMAGENS - Alimento/Bebida: "Soda Limonada Antarctica"

Esse refrigerante começou a ser fabricado em 1912(puxa!) e chegou até os nossos dias.
Agora é "Soda Antarctica", pois a "limonada" sumiu (?) já há alguns anos. É vendida em latinha e garrafa pet na modalidade comum e diet.
A garrafa aí em baixo só os mais "velhinhos" conheceram. É do começo dos anos 60, de cor âmbar e tinha o rótulo de papel colado no vidro.




Mais bebidas aqui, aqui e aqui.

IMAGENS - Velharia: "SIDECAR"

É um dispositivo, de uma só roda, para ser acoplado na lateral de motocicleta já preparada para isso. O objetivo é o transporte de mais um passageiro.
Nos anos 50 e décadas anteriores foi bastante utilizado na Europa (por aqui também alguns eram vistos nas ruas). Quem não se lembra dos filmes sobre a II Gerra Mundial em que soldado nazista aparecia dirigindo moto com esse "apêndice" carregando outro companheiro com metralhadora nas mãos.
O sidecar (ou side car), apesar de em número reduzido, continua sendo fabricado no Brasil e no mundo. Agora o foco é no transporte de pequenas cargas e não de pessoas, como antigamente. Embora difícil, não é de se espantar caso veja algum desses "desfilando" por aí, principalmente de clube de colecionadores.


Um dos anos 50, fazendo "pose":


Anúncio americano, de 1957:




Eis a "dupla dinâmica", em seriado da TV americana, nos anos 60:

Mais velharia aqui, aqui e aqui.

IMAGENS - Brinquedo: "Serviço de Jantar"

Mais um brinquedo da Estrela. Este é dos anos 60.








Mais brinquedos aqui, aqui e aqui.

IMAGENS - Gibi: "LASH LaRUE"

Gibi americano. Nos gibis brasileiros, este mocinho recebeu o nome de "DON CHICOTE" (pois estava sempre com um chicote, que era sua arma infalível). Impressionante como tirava o revolver da mão do bandido com uma só chicotada. Aqui seus gibis fizeram sucesso nos anos 50 e 60.


gibi dos anos 50:



gibi dos anos 40:


IMAGENS - Escola: Livro de Latim

Nos anos 50 e 60-início "Ginásio" era a denominação dada ao curso escolar seguinte ao "Primário" e anterior ao "Colegial".
Ao concluir o "Grupo Escolar" fazia-se uma espécie de vestibular ("Admissão", veja aqui) para obter vaga de ingresso no Ginásio, onde uma das matérias obrigatórias era o LATIM (desde a década de 40).
No ensino dessa língua era privilegiada a gramática, com muita ênfase para o estudo das cinco "declinações" (de substantivos, adjetivos e outros grupos). Muitos ainda se lembram de "ROSA, ROSAE, ROSAM".
Eis alguns livros didáticos dessa matéria, usados no Ginásio.


De 1954:


De 1958:


De 1960:

Veja também: (1) e (2)

IMAGENS - Gibi: "Mindinho"

Neste gibi havia um grande e engraçado plantel de personagens.
Tinha um coelho que vivia roubando cenoura (ainda no chão), tinha um pirata baixinho e super invocado, tinha um gato que passava os dias tentando comer um passarinho na gaiola, tinha um porquinho que trocava as letras das palavras e outro que gaguejava, tinha uma vovó que não deixava o gato mau comer seu passarinho, e muitos outros.
Pegue uma carona na memória e volte àqueles tempos de compenetrado leitor de quadrinhos. Identifique os personagens das capas e página abaixo (não concorre a prêmios).
Estes estavam sempre no gibi "Mindinho" (alguns, até, com revista própria): Petúnia, Hortelino Troca-Letra, Pernalonga, Gaguinho, Frajola, Piu Piu e Vovó, Eufrazino, Patolino.


De 1951:


De 1953:


De 1960:



IMAGENS - Velharia: Coisas da Copa de 1966-II

A Copa de 2010 chegou ao fim. Se não foi o show "de bola" que esperávamos, pelo menos mais uma vez houve o show "de imagem" na TV. Dos jogos, pela FIFA, das coberturas jornalísticas, pela emissoras.
A imagens e som perfeitos trazem à nossa lembrança a Copa de 66 na televisão.
Nessa Copa, como nas anteriores, não havia transmissão ao vivo dos jogos. Só gravação por "vídeo-tape" (um processo já superado, hoje). Os jogos eram acompanhados só pelo rádio (com Fiori Giglioti, Ênio Rodrigues, e outros). Nessa hora não havia um só aparelho de TV ligado. Foi aí que, para atrair e cativar o telespectador, uma ou duas emissoras de televisão "bolaram" e ofereceram um jeito bem rudimentar e esquisito de "assistir" aos jogos do Brasil (que não durou muito tempo, pela performance de nossa seleção).
Era mais ou menos assim (ver figura abaixo): desenho de um campo de futebol com pontos numerados (que representavam os jogadores). A trajetória da bola era marcada através de traço de um ponto (jogador) para outro onde ela havia chegado. O traçado era feito simultaneamente aos movimentos narrados na transmissão do rádio. Assim era mostrado a troca de passes, para dar a noção visual de onde a bola estava no campo. Na maior parte das vezes isso não "batia" com o que efetivamente estava ocorrendo no jogo.
Grotesto, ou não, já víamos jogos diretos "pela TV"! Isso só veio a ocorrer, de verdade, na Copa seguinte (1970) com a primeira transmissão ao vivo (ainda em preto e branco).




Veja também: (1) (2) (3)

quarta-feira, 30 de junho de 2010

AVISOS - MURAL DE LEMBRETES

Há um ano atrás (dia 29.06.2009, uma 2ª feira) foi "ao ar" a primeira postagem de "Anos Dourados: Imagens & Fatos". Estava nascendo este blog, de uma maneira tímida e despretenciosa.
Hoje estamos chegando à sua 24ª "edição". Agora não mais tímido, mas ambicioso: aproximar coisas do Passado ao seu artífice (cada um de nós), para relembrar os "velhos tempos". O resgate de lembranças de maneira saudável, pois com os pés firmementes fincados no chão da realidade.
Agradecemos a todos os que nos acompanham. Que "Anos Dourados" possa comemorar com vocês muitos outros aniversários!!!
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IMAGENS - Velharia: Coisas da Copa de 1962

Foi realizada no Chile que, dois anos antes, havia sido devastado por um terremoto (com milhares de vítimas). Revelou-se uma das mais violentas copas da história.
Já no segundo jogo Pelé (um dos heróis de 58 e a grande esperança) se contundiu gravemente. Comoção nacional quando os brasileiros receberam a notícia: ele estava fora da Copa!
Mas eis que surge a genialidade de Garrincha para levar a Seleção ao bi.
Pelé foi substituído pelo novato Amarildo (em quem não se botava muita fé). Ele, logo no seu primeiro jogo, arrasou a Espanha. Com seus dois gols, vencemos por 2 x 1.
O técnico foi Aimoré Moreira, porque Vicente Feola (de 58) encontrava-se doente.
A final foi contra a Tchecoslováquia, que o Brasil venceu por 3 x 1 com gols de Amarildo, Zito e Vavá. Ao todo a Seleção disputou 6 jogos (vencendo 5 empatando 1!).














Mais copas aqui e aqui.

IMAGENS - Brinquedo de Lata

Mais brinquedo de lata litografada. Este é japonês dos anos 60.
Usa como motivo uma empresa altamente conceituada nos Estados Unidos: a "Greyhound".
Ela existe desde 1914 e suas linhas de ônibus cobrem todo o território norte-americano. Se tornou verdadeiro ícone por ser agente de integração nacional e pela qualidade de seus serviços. Seu símbolo é um esguio cachorro cinza.









Mais brinquedos aqui, aqui e aqui.

IMAGENS - Velharia: Escolinha Walita

No início dos anos 50 quase 70% da população brasileira vivia no meio rural.
Mas, levantamentos econômicos já indicavam, desde 1940, uma forte tendência de migração do campo para a cidade. E isso se concretizou ao longo da década de 50, principalmente pelo veloz processo de industrialização por que passou o país no período.
Com isso uma gama enorme de bens de consumo, notadamente os eletrodomésticos (uma novidade) passaram a ter um imenso e ávido mercado, que empresas americanas logo vieram para suprir (GE, Walita, Eletrolux, etc).
Elas usaram todos os recursos de publicidade e marketing para que seus produtos fossem integrados na vida da população (principalmente a urbana).
E a Walita, então, bolou a estratégia de criar a necessidade (difundindo os benefícios) e ensinar o funcionamento de seus eletrodomésticos (no início batedeiras e liquidificadores) para quem os compraria: as donas de casa.
Criou, para elas, a "ESCOLINHA WALITA" ainda nos anos 60.
Eram cursos dados em tudo quanto era loja e clube no país, que ensinavam culinária (receitas) e tarefas do lar usando seus produtos. Nada mais que transformar potenciais consumidores em efetivos compradores através da criação de novos hábitos de consumo.
A "cartilha" desses cursos eram livretos com receitas de comida, dicas de cozinha e informações sobre os aparelhos Walita (com bastante ilustrações).
Com isso foi se tornando íntima e entrando nos lares brasileiros.
Essa marca deixará de existir ainda neste ano de 2010, por decisão de sua proprietária (desde os anos 70) "PHILIPS".







Mais marcas que fizeram história no Brasil aqui, aqui, aqui e aqui

IMAGENS - Cartaz: filme "Mulher de Fogo"

Filme americano de 1953. Seu enredo: cantora de cabaré, fugitiva da lei, refugia-se numa pequena cidade do Velho Oeste. Os filhos de um jovem e ingênuo pastor viúvo fazem tudo para que ela seja esposa do pai! É um tema recorrente no cinema. Os protagonistas eram muito famosos nos anos 50.



Mais cartazes aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

IMAGENS - Escola: "Canto Orfeônico"

CANTO ORFEÔNICO era uma disciplina que consistia em atividade musical coletiva que os estudantes praticavam nas escolas públicas, nos anos 50 e 60 (esse tipo de canto também é conhecido como "canto à capela"e é executado SEM ACOMPANHAMENTO INSTRUMENTAL). Não exigia conhecimentos musicais mais apurados nem tinha exigência quanto ao timbre e qualidade de voz dos alunos. Todos deviam participar.
O maestro e compositor Villa-Lobos foi o seu grande incentivador. Dirigiu o Conservatório Nacional de Canto Orfeônico (do Gov. Federal) de 1942 até 1959, quando faleceu. Dentre seus objetivos, destacava-se a formação de professores para essa matéria (que constava da grade curricular do antigo Ginásio).
Como todas as matérias que "não reprovam" (não tinha prova para aferição e atribuição de nota) esta também tinha dificuldade em atrair um grande interesse da maioria dos alunos.
No final dos anos 60 o ensino da música deixou de ser exigido. Quando voltou, anos depois, já não mais era nos moldes do antigo "canto orfeônico" pois, afinal, os tempos mudam (mas não necessariamente para melhor, como atestam resultados de muitas modificações havidas na área da educação nas últimas décadas). Abaixo, manuais escolares dos anos 50.




Mais aqui.

FATOS - Cinema Brasileiro

Filmes lançados em 1958:

-"O Preço da Vitória" = Aventura com: Maria Dilnah, Maurício Morey e Yolanda Gobbis

-"Se a Cidade Contasse" = Drama com: John Herbert, Eva Wilma e Osmano Cardoso

-"A Grande Vedete" = Comédia com: Dercy Gonçalves, John Herbert e Catalano

-"Com a Mão na Massa" = Comédia com: Consuelo Leandro, Silva Filho e Íris Delmar

IMAGENS - Anúncio: "Coca-Cola"

Eis algumas propagandas, dos anos 50, desse refrigerante que está em todas as partes do mundo.
A Coca-Cola "entrou" no Brasil nos anos 40, mas só foi deslanchar, mesmo, na década de 60. E isso após muitos anos de intensivo trabalho publicitário, como fizeram todas as multinacionais que aqui chegaram naqueles tempos (ver, nesta edição, o que a Walita fez).
Para "ganhar" a preferência do brasileiro usou, até, distribuição de miniaturas e concurso (por vários carnavais) para escolha de samba enredo com o tema Coca-Cola (!).
Até o final dos anos 50 defrontou-se com um fortíssimo concorrente, que dominava o mercado: o Guaraná "Champagne", da Antarctica.
1952:

1953:


1957:


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