No início dos anos 50 quase 70% da população brasileira vivia no meio rural.
Mas, levantamentos econômicos já indicavam, desde 1940, uma forte tendência de migração do campo para a cidade. E isso se concretizou ao longo da década de 50, principalmente pelo veloz processo de industrialização por que passou o país no período.
Com isso uma gama enorme de bens de consumo, notadamente os eletrodomésticos (uma novidade) passaram a ter um imenso e ávido mercado, que empresas americanas logo vieram para suprir (GE, Walita, Eletrolux, etc).
Elas usaram todos os recursos de publicidade e marketing para que seus produtos fossem integrados na vida da população (principalmente a urbana).
E a Walita, então, bolou a estratégia de criar a necessidade (difundindo os benefícios) e ensinar o funcionamento de seus eletrodomésticos (no início batedeiras e liquidificadores) para quem os compraria: as donas de casa.
Criou, para elas, a
"ESCOLINHA WALITA" ainda nos
anos 60.
Eram cursos dados em tudo quanto era loja e clube no país, que ensinavam culinária (receitas) e tarefas do lar
usando seus produtos. Nada mais que transformar potenciais consumidores em efetivos compradores através da criação de
novos hábitos de consumo.
A "cartilha" desses cursos eram livretos com receitas de comida, dicas de cozinha e informações sobre os aparelhos Walita (com bastante ilustrações).
Com isso foi se tornando íntima e entrando nos lares brasileiros.
Essa marca
deixará de existir ainda neste ano de 2010, por decisão de sua proprietária (desde os anos 70) "PHILIPS".
