quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

IMAGENS - Velharia: Cestas de Natal

Nestes dias (com o espírito natalino ainda presente) vem à lembrança dos "mais vividos" as inesquecíveis CESTAS DE NATAL dos anos 50 e 60(início). Nossos pais passavam o ano todo pagando as prestações mensais, muitas das vezes, com sacrifício. Mas isso era compensado quando a cesta era entregue em nossa casa, pouco antes do Natal ! Era uma festa ! Ficava dias guardada "a sete chaves", para desespero da criançada. Quando chegava a hora tão aguardada, a família inteira se reunia para a "cerimônia" de abertura. Elas eram feitas de vime e vinham cheias de tiras de papel (às vezes, celofane colorido) ou de madeira, para proteção do valioso conteúdo. Costumava ter nozes, doces, chocolates, frutas cristalizadas, latarias, champagnes, vinhos, bolachas, compotas, brinquedinhos, disquinhos (vide foto), brindes, etc.

Algumas marcas disputavam o mercado: "AMARAL", "COLUMBUS", "TITANUS", etc. Sem dúvida, a "Amaral" era a campeã de vendas. Nela vinha um brinde disputadíssimo: boneco de plástico, muito bem feito, chamado "GIGANTE AMARAL" (uma espécie de gênio da lâmpada das histórias árabes, como Aladim). Ele segurava numa das mãos uma casinha e na outra um carro, que eram alguns dos bens sorteados entre os compradores. Tinha uma outra versão, em que ele ficava com os braços cruzados. Esse boneco-brinde foi substituído, posteriormente, por outros (Emília e Pelé).

Cada família comprava o que podia: o conteúdo das cestas variava conforme o seu número (1 a 7, na "Amaral"). Abaixo, algumas imagens (dos anos 50/60) sobre este ítem importante na história dos que viveram os "Anos Dourados". NOTA: Nossos agradecimentos ao Sr. Rui Amaral L. Jr. pela autorização de uso da primeira das imagens abaixo(propaganda de 1957), de seu blog(aqui).























5 comentários:

Rui Amaral Lemos Jr disse...

Muito bom! Obrigado pela lembrança, minhas fotos e postagens estão à sua disposição.
Feliz Ano Novo e um abraço.

Rui

Mário Suriani disse...

Eu me recordo das cestas Amaral. Éramos pobres, no interior de MG - Uberaba mas a alegria era no Natal, com uvas passas, guaraná, tantas delicias. Bons tempos!!! Depois de tudo as mulheres ainda guardavam a cesta que era de vime. Boas lembranças.

E onde ficava a sede da empresa?

Agenda do Turismo disse...

A empresa ainda existe. Mudou de ramo?

Sergio Cruz disse...

Boa tarde ! Fui vendedor das Cestas de Natal COLUMBUS, Equipe Especial do Chefe Sr.GALASSO.
Por Gentileza, teria a Razão Social e o CGC dessa Empresa ?
Preciso muito para receber meu FGTS.
Meu e-mail : sc7275@gmail.com
Tel 21 2596-2612
Obrigado

Armando Manoel Lima Fontan disse...

Fui vendedor das Cestas de Natal Amaral aos 12 anos de idade, sua loja em Jundiaí era na Rua Barão de Jundiaí.Me lembro quando da inauguração, teve show com o cantor João Dias, subiu em cima do balcão e quebrou o vidro e que diziam ser o substituto de Francisco Alves o mais famoso cantor da época.Saiamos em um micro ônibus que nos deixava em um bairro e percorríamos as ruas vendendo as cestas, tínhamos que ter selos da receita federal para podermos vender.Me lembro de três pessoas que trabalhavam comigo na época, as irmãs gêmeas de apelido Tatínha e Tatão, que tinham +/- a minha idade e o Valter cego, tinha este apelido pois não enxergava bem, mesmo usando um óculos chamado de fundo de garrafa.Nessa época tirava uns trocados.