sábado, 30 de maio de 2020

IMAGENS - Anúncio: DEFENSIVOS E PRODUTOS Á BASE DE BHC

Para esta matéria sobre o "BHC", que se desenvolverá em 3 capítulos, faremos uma viagem  aos anos 40 e 50 (e depois). Eram tempos em que não se falava de um tal de "agrotóxico" (como hoje)  e, por isso, nem eram discutidos os efeitos de seu uso.

CAPÍTULO I    (USO NA AGRICULTURA)

O assunto é o pesticida "HEXACLOROBENZENO" conhecido pela então popular siglazinha "BHC" e que  os agricultores (especialmente os cafeicultores) usavam em larga escala desde a metade dos anos 40.

1953
1954




















Conta a História que ele salvou a lavoura cafeeira de ser totalmente dizimada pela "broca do café" e outras pragas no Estado do Paraná, um dos maiores produtores na época.
Era também um poderoso pesticida contra a formiga cortadeira  e a lagarta, que afligiam outras culturas como o cacau.















Além de tudo isso, esse milagroso componente químico combatia com eficiência os males da pecuária (carrapato, piolho, sarna, etc)




















CAPÍTULO II    (USO PESSOAL E NOS LARES)

Só que o uso do BHC não se limitou à AGROPECUÁRIA!  Chegou aos centros urbanos (destaque para a roça e cidadezinhas do Interior do país).
Justiça seja feita, naqueles tempos era o único inseticida que conseguia matar o "BARBEIRO", transmissor da terrível "DOENÇA DE CHAGAS", e o mosquito causador da MALÁRIA.
Mas (o próprio ou em produto que o continha) também era usado para eliminar piolho, pulga, barata,mosca e um monte de outros insetos que invadiam os lares.


1952
1952




















Até que era comum ir-se a um armazém comprar um pouco do pozinho branco (BHC) para ser "aplicado" no colchão (pulga), cabelo (carrapato) ou pulverizado nos cômodos da casa (nem rato escapava!). O cheiro levada mais de um dia para sumir.


1959

1958

























1959
CAPÍTULO III   (FIM DA "ERA DO BHC")

O "cartaz" dessa substância era tão grande que , em 1950, o governo inaugurou a 1ª fábrica no Brasil (até então era importada dos Estados Unidos) com a maior parte da produção direcionada ao combate à malária.
Durante a década de 70 as coisas começaram a mudar: a restrição/proibição em outros países despertou nossas autoridades sanitárias para as consequências maléficas (então por nós desconhecidas) do  BHC para o ser humano, animais e meio ambiente.
Apesar de estudos mostrarem ser altamente nocivo, apenas em 1985 foi proibido em todo o território nacional.
Tanto tempo se passou e até hoje existem áreas contaminadas pelos resíduos tóxicos do HEXACLOROBENZENO "guardados" sob a terra por agricultores daquela época.

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