sábado, 30 de junho de 2012

MURAL DE LEMBRETES




FATOS - Notícias da Época (de 05.02.1968) "ROBERTO CARLOS VENCE O FESTIVAL DE SAN REMO, NA ITÁLIA"


"XVIII FESTIVAL DE SAN REMO: "CANZONE PER TE", INTERPRETADA POR ROBERTO CARLOS, É A GRANDE VENCEDORA"


"No sábado passado (dia 3) uma longa tradição caiu no Festival de San Remo: pela primeira vez na história desse evento sagra-se campeã uma música defendida por cantor estrangeiro.
Embora todas as canções fossem italianas (não podia ser diferente, pois trata-se de um festival de músicas italianas) diversos consagrados artistas de outros países marcaram presença defendendo alguma canção participante: Louis Armstrong, Paul Anka, Sacha Distel, Eartha Kitt, Timo Yuro, Diana Warwick, dentre outros.


Sergio Endrigo, Roberto Carlos e o cobiçado troféu "Palmeira de Ouro" (melhor canção).



A música vencedora (que disputou com mais 13 finalistaas) "Canzone Per Te", cantada pelo artista brasileiro, é de autoria do famoso cantor e compositor italiano Sergio Endrigo.
Acredita-se que ela seja um grande sucesso, quando lançada no Brasil.
Os segundos e terceiros lugares ficaram, respectivamente, com as músicas "Casa Bianca" (cantada por Ornella Vanoni)  e "Canzone" (por Adriano Celentano)"

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Terminamos a leitura da notícia do jornal. Agora vamos relembrar o momento em que ela aconteceu e ouvir "Canzone Per Te". É só clicar na telinha abaixo.


IMAGENS - Gibi americano: "MUTT & JEFF"

O baixinho careca e sempre de cartola tinha o nome de JEFF.
O magrela alto e narigudo era o MUTT.




1948
1947




















Essa dupla começou a aparecer em tiras diárias (grande novidade na época) de jornal americano deste 1907. Bastante longeva, com o passar dos anos foi sendo desenhada por diversos artistas. Eles ganharam muito dinheiro, mas nossos dois amigos permaneceram "remediados" nas historinhas  até a "aposentadoria" definitiva, nos anos 80.


1953

No final da década de 30 Mutt e Jeff passaram a "atuar" também em gibi, onde ficaram por mais de 30 anos.
No Brasil suas tiras foram publicadas diariamente pelo jornal "O Estado de São Paulo" ("Estadão"), nos anos 50 e 60 (e, descontinuadamente, nas décadas seguintes). Eram "adorados" pelos leitores. Vamos relembrar:

1957
1958
1959




FATOS - Escola: EXAME ORAL NO GINÁSIO

Os exames finais do Ginásio obviamente deixavam os alunos muito "estressados", pricipalmente (e merecidamente) aqueles que "fraquejaram" durante o ano todo e chegavam em dezembro precisando de altas notas para "passar de ano".
Se isso acontecia com as provas escritas, imaginem o que se passava na cuca deles quando chegava a hora do  temido "exame oral"  (que também era exigido no "Exame de Admissão").
Não havia um padrão. Cada escola escolhia a forma de aplicar essa avaliação (um só professor, mais de um, etc). Geralmente era sorteado na hora (de um saquinho) o número correspondente ao assunto ("ponto") que seria objeto das perguntas.






Que "suadouro" danado! Era comum dar um "branco" e na hora de responder não sair nada!
Ainda mais com os colegas (que aguardavam sua vez) assistindo tudo, pois o "suplício" era público. E pensar que boa parte dos que passavam por isso tinha 11/12 anos (primeiras séries) e muitas vezes até 10 (os que faziam o Exame de Admissão)!
No final dos anos 50 esse exame no Ginásio não tinha aprovação unânime do corpo docente da época. Os professores mais conscientes combatiam sua existência, pelos aspectos psicológicos negativos que apresentava. A situação emocional do aluno, numa exposição dessa, poderia levá-lo a um resultado ruim (prejudicando sua nota final) sem nenhuma relação com o conhecimento da matéria. E, além de tudo, era totalmente desnecessário.
No final de 1961 foi aprovada a primeira Lei de Diretrizes e Bases do país. Dentre importantes medidas para a modernização da Educação Brasileira, destacou-se uma: a extinção do exame oral.
É bom ressaltar, para finalizar, que essas e "otras cositas mas" não tiram o brilho do antigo curso ginasial que, indiscutivelmente, formava os alunos com  uma base muito boa de  conhecimentos para "tocarem a vida" ou continuarem os estudos.

Mais Escola AQUI.

FATOS - Parada de Sucessos

Mais alguns sucessos de 1963:

-"Boogie do Bebê" (Tony Campello)

-"Ave Maria dos Namorados" (Cauby Peixoto)

-"Papai Walt Disney" (Conjunto Farroupilha)

-"Roberta" ( Peppino Di Capri) = Clique na telinha para ouví-la na voz de seu eterno intérprete:






AQUI tem mais sucessos dos anos 60. É só clicar e "garimpar".

IMAGENS - Moda: roupas para meninas e sapato feminino arrojado


Para as "moçoilas" de 1950



 Para os pés das mulheres de 1953



Mais Moda dos anos 50 e 60 AQUI.

IMAGENS - Cartaz: FESTIVAL DE "FICÇÃO CIENTÍFICA"

Nos anos 50 um tipo de filme estava sempre lotando as salas de cinema: o que mostrava a nossa querida  Terra sendo invadido por seres do "espaço sideral" (expressão muito usada na época) OU "terráqueos" em espaçonaves avançadíssimas (até para os dias de hoje) enfrentando-os nos seus longínquos planetas de origem.



"O Planeta Vermelho - 1952
"Da Terra à Lua" - 1950




















Eram histórias fantásticas entre "mocinhos" humanos e alienígenas ruins  (mas haviam alguns bonzinhos, também) onde o autor não tinha limites quanto à sua criação futurista. Viagem estelar e outras peripécias espaciais eram coisas "corriqueiras".



"A Ameaça Que Veio do Espaço" - 1953





Representavam a mais importante vertente da ficção científica (principalmente para a garotada, com seus "seriados" de Flash Gordon, Buck Rogers, Commando Cody e outros).



"Invasores de Marte" - 1953



Eram considerados filmes de padrão inferior, com efeitos grosseiros, atores desconhecidos e de baixo custo. Eram os chamados (pejorativamente) "FILMES B". Mas, cá entre nós, eram ótimos!!!



"O Planeta Sangrento" - 1960


Um marco na história dos filmes de ficção científica foi "O Dia Em Que a Terra Parou"(claro que mão a refilmagem de 2008, mas o original de 1951). AQUI você pode ver seus cartazes e assistir um filminho com explicação sobre o enredo.

Mais "Cartaz" AQUI.

IMAGENS - Disco: "BIG BAND"

Vamos voltar aos tempos dos bailes (e dos bailinhos animados com discos) ao som de orquestras (ou conjuntos menores) e suas músicas românticas para dançar.
Àquela época de estranhas e esquisitas  expressões como "chá de cadeira", "dar tábua", "levar tábua", "pés de valsa", "seleção dançante" e muitas outras.
Aos tempos das famosas "big bands" (que os americanos exportaram para o mundo, inclusive para nós) e seus imortais "bandleaders" Glenn Miller, Benny Goodman, Count Basie, Dizzi Gillespie, Tommy Dorsey.
Big Band era isso:
-Grupo instrumental (que era o próprio espetáculo ou acompanhando famosos cantores) originado do jazz americano dos anos 20;
-Atingiu seu auge nos anos 50 (no Brasil, nos anos 60);
-Era composta, geralmente, de 15 a 25 músicos (saxofone, trompete e trombone os principais instrumentos;
-Um dos músicos se destacava no conjunto. Fazia solo em parte das músicas executadas. Era o "chefe" da turma (na maioria das vezes o trompetista). Era a figura mais importante: ele era o "BANDLEADER".
-No Brasil de hoje nós temos uma Big Band: a "Brasília Popular Orquestra" (você sabia?)



Clique nas telinhas para ouvir (e ver) algumas das mais importantes BIG BAND  em ação (com músicas que ficaram para sempre na memória do pessoal que viveu os Anos Dourados;


Benny Goodman



Glenn Miller



Glenn Miller



Tommy Dorsey

VITROLA ANTIGA - "Ma Vie" (Alain Barrière) - "O Trovador" (Altemar Dutra)

Clique nas telinhas para recordar estas duas músicas que tocavam "direto" nas rádios em 1965:


"MA VIE" - ALAIN BARRIÈRE



"O TROVADOR" - ALTEMAR DUTRA



Visite o todo o "repertório" de nossa VITROLA ANTIGA

IMAGENS - Anúncio: MARGARINA VEGETAL "SAÚDE" - LÃMINA DE BARBEAR "JOHNSON" - TELEVISOR "TELEUNIÃO"

Mais alguns produtos que tiveram  seu "tempo de glória" nos anos 50 e 60 e "desapareceram sem deixar vestígio": Todos os anúncios são de 1961.

MARGARINA VEGETAL SAÚDE: Era produzida (em tablete e lata) pela empresa Anderson, Clayton & Cia. Ltda (fundada nos anos 30 para beneficiamento de algodão) que foi adquirida pelo gigantesco grupo inglês/holandês "UNILEVER", em 1986.





LÂMINA JOHNSON: Sua fabricante era a centenária empresa americana "Johnson & Johnson" que, ao contrário da anterior, continua existindo e se constitui num dos maiores conglomerados industriais do mundo.







TELEVISOR TELEUNIÃO: Era produzido por "Indústria de Rádios e Televisores Teleunião", uma empresa gaúcha que se utilizava (em grande parte) de tecnologia própria (numa área e época só de firmas estrangeiras) para fabricação de seus televisores. Não mais existe há décadas (esteve em atividade nos anos 50 e 60).





Veja nosso acervo de "Anuncios" AQUI.

IMAGENS - Escola(II): LIVRO ESCOLAR: "Infância" - "Meninice"

Mais livros do tempo do  Grupo Escolar. Estes atravessaram os anos 40 e foram usados, também, pela criançada que estudava na década de 50.

"Meninice" -  1947








"Infância"  -  1943



Faça uma viagem pela "Escola" de antigamente. Clique AQUI.

FATOS - CONSELHOS & DICAS DE ANTANHO (nº 15)





Mais "Conselhos & Dicas"? Clique AQUI.

IMAGENS - Velharia: "COARAR" - "QUARAR" - "QUARA"

O QUE SIGNIFICAM ESSAS PALAVRAS ESQUISITAS NESTES ANÚNCIOS DE 1947  E 1958? CÓDIGOS? TERMOS INDÍGENAS?
Nada mais que uma prática quase em desuso (ainda resiste principalmente nas pequenas cidades do interior) que era muito comum até os anos 60. No tempo das casas com quintal grande e das roupas lavadas "no muque" em tanques (e, até, em rios), sem o conforto das máquinas de lavar (e secar)  de hoje. Um tempo de "labuta" que vai ficando apenas na memória das "mais vividas".
"Coarar" ou "Quarar" é o ato de deixar as roupas de cor branca ou clara (também toalhas, lençóis, etc) já lavadas e ensaboadas (com "sabão de pedra"?) expostas ao sol para ficarem com um branco "imaculado"(sem manchas). Essa exposição é para  branquear ou alvejar (e não para secar). As de cores fortes também eram "quaradas", mas em menor escala por causar "desbotamento" com o passar do tempo.
O processo de lavagem era trabalhoso: depois de "batida", a roupa era "ensaboada", "re-ensaboada" e, finalmente, colocada para receber os benéficos raios do "astro-rei" (não era assim que o sol era referido na escola?),  um clareador natural que,  ainda, tiraria todas as impurezas pelo seu poder bactericida (nossas mães eram sábias!).
Após um bom tempo "quarando" (em que era preciso borrifar água toda hora, para umedecer) ia novamente para a àgua (tanque/rio), mais uma vez "esfregada" e "batida"e  a roupa estava pronta (ufa!) para ser  pendurada no varal para secar. Que dureza, hein? Mas ficava que era uma "brancura" só!

E "QUARADOR", "QUARADOURO", "CORADOURO" ou "ESTENDAL"?

O lugar (ou coisa) onde as roupas eram colocadas para "quarar". Podia ser:

a) um chão de grama (ou relva) ou cimentado (só não podia na terra, por motivos óbvios)




b) armação de tela de arame (folha de zinco ou outro material) fixada no piso por "pés" da altura  desejada. Era como se fosse uma cama elástica ou uma mesa no quintal, onde "batia" bastante sol.




Mais Velharias AQUI.







FATOS - Diversos: VOCÊ SE LEMBRA?

... que a garotada dos anos 50 colecionava maços (ou "carteiras") de cigarro vazios encontrados na rua? E que essa "mania" (hoje, considerada absurda) não era mal vista pelos adultos? E que uma das marcas mais comuns era o "Marusca"? Clique AQUI e AQUI para ler matérias  já publicadas sobre esse assunto.

... que era considerado bonito e charmoso o uso de roupas iguais por irmãos e/ou irmãs pequenos? Que essa moda era não era só para crianças e  chamava-se de "PAR DE VASOS"? Clique AQUI e AQUI para reler a matéria.

... que nos anos 60 havia um programa de televisão chamado "O Homem do Sapato Branco" que foi proibido pelo governo militar por explorar a "miséria humana"? E que tinha uma audiência fantástica? Veja matéria completa AQUI.

... que nos anos 30 o famosíssimo cantor VICENTE CELESTINO gravou as músicas "O Ébrio" e "Coração Materno" com estrondoso sucesso no país todo? Que em virtude disso ele levou as histórias para as telas do cinema? E que, muitos anos depois, Caetano Veloso também gravou a segunda delas? Leia mais AQUI.


IMAGENS - Gibi: "TARZAN" - "COWBOY ROMÂNTICO" - "FANTASIA"

Imagens para os "fanáticos" por GIBI (que garoto não era, nos anos 50/60?) puxarem pelas lembranças.


1954
1956




















1957
1957




















Início dos anos 60






(leia sobre esses dois heróis brasileiríssimos AQUI)
Início dos anos 60


Visite nossa "GIBITECA".










ESTANTE DE LIVROS: Auto-ajuda - Ginástica feminina - mecânica do fusca

Hoje nossa Estante recebe obras com temas da vida prática lidas pelo pessoal dos anos 50/60.


 1956


 1962


 1964



Veja também OUTROS LIVROS.

FATOS - Efemérides Douradas

06.09.1964

Caminhão transportando romeiros à Aparecida do Norte colide com ônibus na Via Dutra (perto de São José dos Campos): 13 mortos e 46 feridos.


13.08.1968

Presidente Costa e Silva envia ao Congresso Nacional projeto que considera nula a venda de glebas rurais a estrangeiros sediados no exterior.


17.06.1966

Seleção Brasileira de Futebol parte para a Inglaterra, onde buscará a conquista pela 3ª vez da Copa do Mundo.


05.04.1964

Cirurgião americano faz operação inédita no mundo substituindo coração humano por um coração artificial, denominado "Prótese Cardiáca Ortopédica".


Veja AQUI outras notícias dos anos 50/60.

FATOS - MOBILIÁRIO DOS ANOS 50 e 60

Que tal estes diversos modelos de um versátil "móvel conversível" chamado "poltrona-cama" lá pelos idos de 1957?
Além de servirem como poltrona e cama, ainda podem ser usados como espreguiçadeira para aquelas horas de  cochilo, de leitura, ou de pura ociosidade mesmo.





Aproveite e veja também estes outros móveis daquela época.

FATOS - Cinema Brasileiro: "Moças Desesperadas" - "A Grande Cidade" - "As Amorosas"

Mais filmes brasileiros dos anos 60:

1961



1966



1968





IMAGENS - Carro: HUDSON COMMODORE

Carro americano produzido (de forma descontínua, por causa da 2ª  Guerra Mundial) de 1941 a 1952.
Esta versão "Commodore" foi a mais luxuosa produzida pela fábrica Hudson Motor (de Detroit). Teve diversos modelos e era melhor equipado que seus concorrentes (principalmente em itens de luxo).
Certamente, alguns deles também rodaram por estas "bandas".


1946


1950


1952



Visite nossa "exposição" de carros dos anos 50 e 60. Clique AQUI.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

FATOS - Diversos: "HISTÓRIAS QUE O POVO CONTA" - "Programa Silvio Santos" (de RÁDIO)

Até boa parte dos anos 60 o aparelho de rádio reinava absoluto em quase todos os lares brasileiros que tinham energia elétrica. Era a principal fonte de informação e grande instrumento de lazer de milhões de famílias.
E, já desde o final dos anos 50, uma atração era campeã de audiência até onde chegavam os sinais da histórica Radio Nacional de São Paulo (mais tarde Rádio Globo): o programa que um certo Silvio Santos (sim, ele mesmo!) fazia diariamente, na parte da manhã. Era o  "Programa Silvio Santos" que, dentre outros, tinha um quadro chamado "HISTÓRIAS QUE O POVO CONTA", às 9 horas.


(Silvio fazendo o programa, no final dos anos 50)
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Nesse momento as "impressionadas" e "concentradas" avós, mães e tias exigiam silêncio absoluto da assustada criançada ao redor (nem precisavam!). A narração era feita pelo próprio Silvio (anos depois, pelo seu irmão Léo Santos) e atores faziam a dramatização da história do dia (mandada por ouvintes) que se constituía em um conto do sobrenatural com direito à assombração, fantasma, alma do outro mundo, etc.
Para completar o "ambiente", a música de fundo também ajudava a mexer com os nervos do pessoal. Naqueles momentos, a imaginação corria solta!


Dois detalhes importantes:

1) O quadro sempre terminava com Silvio Santos dizendo (todo "solene"): Pode ser verdade, pode ser  mentira. Pode ser apenas fruto da imaginação. Enfim ... são histórias que o povo conta".

2) A música (dramática) nada mais era que o TRECHO INICIAL   do filme "OS DEZ MANDAMENTOS" ("The Ten Commandments", grande sucesso do cinema americano de 1956.

Clique na telinha e ouça (pelo menos os primeiros 25 segundos) essa música que muito contribuía para formar o clima "sombrio" do quadro.


Veja como era o Brasil nos anos 50 e 60 pelos números do IBGE. AQUI e AQUI.