quarta-feira, 30 de junho de 2010

AVISOS - MURAL DE LEMBRETES

Há um ano atrás (dia 29.06.2009, uma 2ª feira) foi "ao ar" a primeira postagem de "Anos Dourados: Imagens & Fatos". Estava nascendo este blog, de uma maneira tímida e despretenciosa.
Hoje estamos chegando à sua 24ª "edição". Agora não mais tímido, mas ambicioso: aproximar coisas do Passado ao seu artífice (cada um de nós), para relembrar os "velhos tempos". O resgate de lembranças de maneira saudável, pois com os pés firmementes fincados no chão da realidade.
Agradecemos a todos os que nos acompanham. Que "Anos Dourados" possa comemorar com vocês muitos outros aniversários!!!
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IMAGENS - Velharia: Coisas da Copa de 1962

Foi realizada no Chile que, dois anos antes, havia sido devastado por um terremoto (com milhares de vítimas). Revelou-se uma das mais violentas copas da história.
Já no segundo jogo Pelé (um dos heróis de 58 e a grande esperança) se contundiu gravemente. Comoção nacional quando os brasileiros receberam a notícia: ele estava fora da Copa!
Mas eis que surge a genialidade de Garrincha para levar a Seleção ao bi.
Pelé foi substituído pelo novato Amarildo (em quem não se botava muita fé). Ele, logo no seu primeiro jogo, arrasou a Espanha. Com seus dois gols, vencemos por 2 x 1.
O técnico foi Aimoré Moreira, porque Vicente Feola (de 58) encontrava-se doente.
A final foi contra a Tchecoslováquia, que o Brasil venceu por 3 x 1 com gols de Amarildo, Zito e Vavá. Ao todo a Seleção disputou 6 jogos (vencendo 5 empatando 1!).














Mais copas aqui e aqui.

IMAGENS - Brinquedo de Lata

Mais brinquedo de lata litografada. Este é japonês dos anos 60.
Usa como motivo uma empresa altamente conceituada nos Estados Unidos: a "Greyhound".
Ela existe desde 1914 e suas linhas de ônibus cobrem todo o território norte-americano. Se tornou verdadeiro ícone por ser agente de integração nacional e pela qualidade de seus serviços. Seu símbolo é um esguio cachorro cinza.









Mais brinquedos aqui, aqui e aqui.

IMAGENS - Velharia: Escolinha Walita

No início dos anos 50 quase 70% da população brasileira vivia no meio rural.
Mas, levantamentos econômicos já indicavam, desde 1940, uma forte tendência de migração do campo para a cidade. E isso se concretizou ao longo da década de 50, principalmente pelo veloz processo de industrialização por que passou o país no período.
Com isso uma gama enorme de bens de consumo, notadamente os eletrodomésticos (uma novidade) passaram a ter um imenso e ávido mercado, que empresas americanas logo vieram para suprir (GE, Walita, Eletrolux, etc).
Elas usaram todos os recursos de publicidade e marketing para que seus produtos fossem integrados na vida da população (principalmente a urbana).
E a Walita, então, bolou a estratégia de criar a necessidade (difundindo os benefícios) e ensinar o funcionamento de seus eletrodomésticos (no início batedeiras e liquidificadores) para quem os compraria: as donas de casa.
Criou, para elas, a "ESCOLINHA WALITA" ainda nos anos 60.
Eram cursos dados em tudo quanto era loja e clube no país, que ensinavam culinária (receitas) e tarefas do lar usando seus produtos. Nada mais que transformar potenciais consumidores em efetivos compradores através da criação de novos hábitos de consumo.
A "cartilha" desses cursos eram livretos com receitas de comida, dicas de cozinha e informações sobre os aparelhos Walita (com bastante ilustrações).
Com isso foi se tornando íntima e entrando nos lares brasileiros.
Essa marca deixará de existir ainda neste ano de 2010, por decisão de sua proprietária (desde os anos 70) "PHILIPS".







Mais marcas que fizeram história no Brasil aqui, aqui, aqui e aqui

IMAGENS - Cartaz: filme "Mulher de Fogo"

Filme americano de 1953. Seu enredo: cantora de cabaré, fugitiva da lei, refugia-se numa pequena cidade do Velho Oeste. Os filhos de um jovem e ingênuo pastor viúvo fazem tudo para que ela seja esposa do pai! É um tema recorrente no cinema. Os protagonistas eram muito famosos nos anos 50.



Mais cartazes aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

IMAGENS - Escola: "Canto Orfeônico"

Canto Orfeônico era uma atividade musical coletiva que os estudantes praticavam nas escolas públicas, nos anos 50 e 60. Não exigia conhecimentos musicais mais apurados nem tinha exigência quanto ao timbre e qualidade de voz dos alunos. Todos deviam participar.
O maestro e compositor Villa-Lobos foi o seu grande incentivador. Dirigiu o Conservatório Nacional de Canto Orfeônico (do Gov. Federal) de 1942 até 1959, quando faleceu. Dentre seus objetivos, destacava-se a formação de professores para essa matéria (que constava da grade curricular do antigo Ginásio).
Como todas as matérias que "não reprovam" (não tinha prova para aferição e atribuição de nota) esta também tinha dificuldade em atrair um grande interesse da maioria dos alunos.
No final dos anos 60 o ensino da música deixou de ser exigido. Quando voltou, anos depois, já não mais era nos moldes do antigo "canto orfeônico" pois, afinal, os tempos mudam (mas não necessariamente para melhor, como atestam resultados de muitas modificações havidas na área da educação nas últimas décadas). Abaixo, manuais escolares dos anos 50.




Mais aqui.

FATOS - Cinema Brasileiro

Filmes lançados em 1958:

-"O Preço da Vitória" = Aventura com: Maria Dilnah, Maurício Morey e Yolanda Gobbis

-"Se a Cidade Contasse" = Drama com: John Herbert, Eva Wilma e Osmano Cardoso

-"A Grande Vedete" = Comédia com: Dercy Gonçalves, John Herbert e Catalano

-"Com a Mão na Massa" = Comédia com: Consuelo Leandro, Silva Filho e Íris Delmar

IMAGENS - Anúncio: "Coca-Cola"

Eis algumas propagandas, dos anos 50, desse refrigerante que está em todas as partes do mundo.
A Coca-Cola "entrou" no Brasil nos anos 40, mas só foi deslanchar, mesmo, na década de 60. E isso após muitos anos de intensivo trabalho publicitário, como fizeram todas as multinacionais que aqui chegaram naqueles tempos (ver, nesta edição, o que a Walita fez).
Para "ganhar" a preferência do brasileiro usou, até, distribuição de miniaturas e concurso (por vários carnavais) para escolha de samba enredo com o tema Coca-Cola (!).
Até o final dos anos 50 defrontou-se com um fortíssimo concorrente, que dominava o mercado: o Guaraná "Champagne", da Antarctica.
1952:

1953:


1957:


Mais anúncios aqui, aqui, aqui .

IMAGENS - Escola: Caderno Escolar

Nos tempos do "Grupo Escolar" os cadernos eram um capítulo à parte na rotina dos alunos.
Eram do tipo brochura (só no Ginásio era usado o caderno espiral).
Exigia-se um zelo muito grande na guarda e manuseio deles. Isso tinha sua razão: despertar na criançada o senso de limpeza, de capricho, de cuidado , de conservação, etc.
Uma dobrinha (a terrível "orelha") na ponta das folhas recebia censura do mestre, pois indicava desleixo (que rigor, não ?). Enfim, aprendia-se a dar valor às pequenas coisas.
Eram encapados com papel impermeável e etiquetados. As cores variavam conforme o "ano" em que o aluno estava (1º, 2º, 3º e 4º). Tinha verde, vermelho, amarelho, azul, e outras cores).
Existiam diversos cadernos, de acordo com sua utilização: de linguagem, de desenho, de tarefa, de ocupação, de pontos (textos das matérias) e outros. Isso dependendia de cada professor.
O de "ocupação" era, de longe, o mais usado. Nele eram feitos os exercícios e problemas de aritmética, redação, descrição "à vista de uma gravura", cópias da lousa, etc.
Alguns, como o de caligrafia e desenho, ficavam guardados nos armários da classe. Quando havia atividade dessas áreas eles eram distribuídos e recolhidos no término.
No final do ano eram levados para casa (sempre novinhos e limpinhos, embora quase cheios).
Abaixo, cadernos dos anos 50 e 60.












Mais material escolar aqui, aqui e aqui.


IMAGENS - Gibi: "As Aventuras do Anjo"

Seus desenhos tinham traços bem diferentes dos gibis que os americanos inundavam as bancas de jornal.
Por isso mesmo (e não por se tratar de gibi nacional, que para a criançada pouco importava) atraiu a atenção dos ávidos leitores de quadrinhos. Veja aqui mais matéria sobre o Anjo e seu companheiro Metralha.

De 1962:
De 1960:
De 1959:



IMAGENS - Gibi: "All Star Comics"

Um clássico dos quadrinhos americanos dos anos 40. Apresentava aventuras da "Sociedade da Justiça", que tinha em seu "elenco" super heróis ainda sem revista própria: Átomo, Flash, Lanterna Verde, Gavião Negro, Mulher-Maravilha, dentre outros.






Mais gibis americanos aqui, aqui e aqui

IMAGENS - Velharia: Amido de Arroz "Brilhante"

Era um dos milhares de produtos fabricados pela histórica "IRFM" (Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo) nos anos 30 e seguintes.
Na época era muito comum engomar-se peças do vestuário. Isso consistia em passar uma espécie de goma (feita com amido) no tecido e esticá-lo com o ferro de passar roupa (veja aqui). Roupas com partes (vinco, colarinho, etc) engomadas eram consideradas de bom gosto e elegantes. Ficavam durinhas e não enrugavam (pelo menos até "passar o efeito"). Quando esse serviço não era feito em casa, levava-se a roupa à pessoas especializadas nisso (geralmente tintureiros e costureiras faziam esse trabalho). Todas as cidades tinham um profissional que desse conta do recado. Esse costume quase caiu em desuso (os tecidos de hoje são de melhor qualidade).
O conglomerado "Matarazzo" foi uma potência industrial com centenas de empresas. Teve seu auge nos anos 50. Atuava em metalurgia, química, têxtil, alimento, limpeza, embalagens, etc.
Após longo perído de agonia (desavenças familiares somadas à crises econômicas do país, aumento da concorrência, etc) o centenário império acabou desmoronando nas décadas de 80 e 90.







FATOS - Notícias da Época - Suicídio de Vargas

Nesta manhã (por volta das 8h) o Presidente Getúlio Vargas suicidou-se com um tiro no coração, em seus aposentos no Palácio do Catete.
Na noite anterior havia presidido uma última reunião ministerial, que entrou madrugada adentro. Nessa oportunidade ele discutiu com os ministros militares sua situação política, que já vinha se deteriorando há bastante tempo (era acusado de corrupção).
Foi-lhe passada, então, análise sombria do panorama, que indicava a iminência de golpe de estado, caso não renunciasse. O Presidente havia perdido o apoio de grande parte do meio empresarial, de jornais e rádios, de políticos e entidades civis, com a agravante da sublevação de significativa parcela das Fôrças Armadas.
Um fato, de grande repercussão nacional, acirrou ainda mais os ânimos de seus opositores: o atentando ao jornalista e arquiinimigo Carlos Lacerda, ocorrido no dia 5 deste mês, na Rua Toneleros, em Copacabana.
Getúlio estava sendo acusado de mandante do crime (em que o jornalista saiu ferido e um oficial da Aeronáutica, que lhe dava segurança, veio a falecer).
Na reunião ministerial discutiu-se algumas alternativas para o Presidente: licenciar-se para apuração dos fatos que lhe eram imputados, renunciar ou colocar as Armas para enfrentamento dos movimentos de rua que se organizavam para depô-lo (com consequências imprevisíveis).
Horas depois, sozinho em seu quarto, Getúlio decidiu seguir por um outro caminho: "SAIR DA VIDA PARA ENTRAR NA HISTÓRIA".
O entêrro será amanhã em São Borja(RS), sua terra natal. Em 24 de agosto de 1954.









Outras "notícias" aqui, aqui, aqui e aqui

FATOS - Parada de Sucessos

Outras músicas que "abafaram" em 1960:

-"Lonely Boy" (Paul Anka)

-"Cacareco é o Maior" (Risadinha)

-"Serenata Suburbana" (Dalva de Oliveira)

-"Só em Teus Braços" (Silvia Telles)

IMAGENS - Disco:"Renato e Seus Blue Caps"

Foi o conjunto mais popular da "Jovem Guarda", estourando no país inteiro.
Procurando um "lugar ao sol", gravou seu primeiro disco (os antigos "78 rotações" que precederam os "compactos" e os "LPs") em 1960. Até então muito conhecido no R. de Janeiro, só em 1965 veio ganhar projeção nacional, através do programa de Roberto e sua turma (veja aqui).
Alguns sucessos de "Renato e Seus Blue Caps", nos anos 60:
-Menina Linda
-O Escândalo
-Ana
-Menina Feia
-Meu Primeiro Amor
-Feche os Olhos


Disco de 1964:


Disco de 1965:

De 1966:

De 1968:


Mais discos aqui, aqui, aqui e aqui.

IMAGENS - Velharia: Carteira de Saúde

Anos 50 e 60. Todo trabalhador tinha a sua. Para tirar a Carteira de Trabalho era preciso, antes, obter a Carteira de Saúde. E para isso era necessário um "raio X do tórax"(a nossa antiga conhecida "chapa do pulmão") com o diagnóstico médico de inexistência de tuberculose.
A esse exame radiográfico dos pulmões deu-se, aqui no Brasil, o nome de "ABREUGRAFIA". Foi uma homenagem ao seu inventor, o médico brasileiro Manoel Dias de Abreu (que morreu em 1962, aos 70 anos, ironicamente de câncer de pulmão).
Esse método, criado em 1936, revolucionou o diagnóstico em massa da tuberculose e, por isso, ganhou o mundo.
Pela sua invenção e estudos sobre a detecção e tratamento da doença foi indicado ao Prêmio Nobel em 1950.
No Brasil a obrigatoriedade da chapa de pulmão no âmbito trabalhista foi estabelecida na década de 40. O rastreamento massivo de pessoas contaminadas (antes mesmo de aparecerem sinais) era uma forma rápida, eficiente e barata de combate à doença que grassava pelo país nos anos 30/40 (principalmente na cidade do R. de Janeiro).
Nos anos 90 o Governo Federal acabou com a exigibilidade da abreugrafia nos exames médicos obrigatórios para o acompanhamento da saúde do trabalhador (em S.Paulo isso ocorreu nos anos 80). Razão: a doença não mais apresentava a letalidade de antes (pela eficácia dos novos tratamentos) e o surgimento de outras técnicas de diagnóstico.
Houve época em que a emissão da Carteira de Saúde exigia, também, a vacinação contra a varíola.









FATOS - Programas de TV: "1º Festival da Música Popular Brasileira"

Com esse festival (1965), promovido pela extinta TV EXCELSIOR-SP, iniciou-se um novo ciclo na nossa música. Além do lançamento de novos nomes de compositores e intérpretes, ele levou ao aprimoramento da nossa televisão através de um filão antes inexplorado e que permaneceu em evidência por longos anos.
Os festivais foram responsáveis diretos pelo surgimento de uma excepcional fase na MPB.
Este , realizado no Guarujá-SP, apresentou como vencedores:
1º lugar: "Arrastão" (Edu Lobo e Vinícius de Moraes), com interpretação eletrizante de Elis Regina.
2º lugar: "Valsa do Amor Que Não Vem" (Baden Powell e Vinícius de Moraes), interpretado pela eterna Elizeth Cardoso.
A TV EXCELSIOR ficou no ar de 1960 até 1970. Pertencia à família Simonsen que também era dona da Panair do Brasil (saiba mais sobre ela aqui).
Nessa época ela disputava audiência com: TV TUPI, TV RECORD, TV CULTURA (não a atual) e TV PAULISTA (comprada mais tarde pela GLOBO, em seu início). Tinha emissoras em 8 estados brasileiros e o forte de sua programação era humorismo e música.
A semente plantada pela Excelsior vingou. Dois anos depois a TV RECORD assumiu a produção desses eventos musicais, que vieram a marcar definitivamente sua história.
Com trajetória cheia de altos e baixos, os festivais existiram até os anos 80 (TV GLOBO).
Graças ao "1° Festival da Música Popular Brasileira" Elis teve a consagração nacional merecida. A cena em que cantava "Arrastão", com seu gestual de braços, é antológica.


A "helicóptero" Elis Regina

Edu


Vinícius
Mais programas aqui, aqui e aqui.

IMAGENS - Revista: "Quatro Rodas"

Esta revista, desde seu lançamento em 1960, vem oferecendo aos leitores teste dos lançamentos da nossa indústria automobilística. É um verdadeiro serviço de utilidade pública, pela seriedade e credibilidade de suas análises.
Foi a primeira a focar uma temática exclusivamente relacionada com automóveis, até mesmo, numa época em que os carros não eram tão acessíveis à população.
Abaixo, números da revista com testes de alguns carrões do início dos anos 60.


De 1963:

De 1962:

De 1962:


Mais revistas aqui, aqui, aqui e aqui.

IMAGENS - Cartaz: filme "SISSI"

Nos anos 50 o cinema alemão produziu uma das mais famosas trilogias de todos os tempos: a história (não muito fiel) da vida da Imperatriz da Áustria Elizabeth de Wittelsbach ("Sissi"), que viveu no século XIX.
No Brasil os três filmes receberam os títulos "SISSI"(1955), "SISSI, A IMPERATRIZ" (1956) e "SISSI E SEU DESTINO" (1957).
A Sissi do título foi interpretada pela grande atriz Romy Schneider, com atuações memoráveis no cinema francês. Seus últimos anos de vida foram infelizes, com dramas pessoais intensos. Morreu em 1982, com 43 anos.
A saga filmada caiu no gosto de todo mundo, pois utilizou-se de algumas técnicas clássicas para ganhar o grande público: visual espetacular (com suntuosas cenas e figurinos esplendorosos, como num conto de fadas), casal protagonista jovem e belo, história envolvente, com situações, muitas vezes, dramáticas:
1º filme: Contrariando sua autoritária mãe, o jovem Imperador escolhe Sissi para noiva (era para ser a irmã dela)
2º filme: Logo após o parto de sua primeira filha, ela é tirada de seus braços, pela sobra. A menina morre com dois anos de idade
3º filme: Sissi descobre estar seriamente doente, já separada do marido.
(com essa "receita" nossas novelas na TV vêm fazendo sucesso desde a década de 60).
Na vida real a Imperatriz morreu assassinada, aos 60 anos, por ativista político.
Os cartazes abaixo são do filme "SISSI", o primeiro da trilogia, que passou no Brasil três anos após sua estréia na Alemanha.
O cinema do cartaz (cine "OLIDO") era o mais luxuoso e caro de São Paulo. Notar que as poltronas eram numeradas (como nos teatros), uma orquestra se apresentava antes do filme começar e havia exclusividade de exibição por um bom tempo.











Mais cartazes aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

IMAGENS - Carro: De Soto FireFlite Sportsman"

Mais um carrão americano. Este, de 1957. De Soto (ou DeSoto) foi um automóvel da "CHRYSLER" produzido de 1928 a 1961. O modêlo FireFlite existiu por pouco tempo ( de 1955 a 1960).



Mais carros aqui, aqui, aqui e aqui.

terça-feira, 15 de junho de 2010

AVISOS - MURAL DE LEMBRETES

  • Próxima atualização: 30.06.2010
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IMAGENS - Escola: Cartilha Sodré

Mais uma homenagem à obra "Coleção Sodré", da professora Benedicta Stahl Sodré, que alfabetizou e iniciou na leitura milhões de brasileirinhos nos anos 40, 50 e 60 (e até depois). Na época, os professores tinham liberdade de escolher o livro didático com que trabalhariam. Por isso,não era difícil encontrar, numa mesma escola, classes aprendendo com a "Sodré" e outras com a, também antológica, "Caminho Suave".
A Cartilha Sodré foi produzida (com atualizações) até os anos 80. Constituiu-se num instrumento de ensino valiosíssimo, num tempo em que os recursos áudio-visuais eram inexistentes. Resumiam-se eles aos cartazetes das próprias cartilhas (que ficavam pendurados nas paredes, acima das lousas).
Os que foram alfabetizados com a Sodré devem-se lembrar de "A pata nada". Os comportados alunos repetiam em voz alta, como num coral, as frases da lição, comandados pela professora. Era a associação do som com as letras. E funcionava! O método da "Caminho Suave" não era diferente.
O livro de alfabetização (a cartilha propriamente dita) era de cor verde claro. Para os já alfabetizados eram direcionados outros livros (por isso era uma "coleção") com capas de tonalidades azul, marrom e rosa. Estes destinavam-se à leitura e interpretação de texto.
Em todos os volumes a menina de tranças estava sorrindo na capa.













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